- O PAN/Açores condenou a morte violenta de um tubarão no porto de pesca de Rabo de Peixe, São Miguel, alegadamente transmitida em direto num vídeo.
- No vídeo, o tubarão-mako, com cerca de três metros, é retirado da água com uma corda na cauda e alvo de pauladas, sendo arrastado pelas rochas do porto.
- Crianças aparecem a assistir ao incidente, gravado em direto na rede social Facebook.
- O PAN informou ter denunciado a situação às entidades competentes, mencionando possível ilicitude e crime, dada a espécie estar classificada como em perigo de extinção pela IUCN.
- O partido sublinha a importância ecológica dos tubarões e a necessidade de empatia com a vida marinha, especialmente com espécies ameaçadas nos Açores.
O PAN/Açores condenou esta quinta-feira a morte violenta de um tubarão no porto de pescas de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel. A denúncia surge na sequência de um vídeo que terá sido transmitido em direto e amplamente divulgado nas redes sociais.
Segundo o partido, elementos da sua estrutura visualizaram o vídeo, no qual o tubarão-mako, com cerca de três metros, é retirado da água com uma corda ligada à barbatana caudal e é alvo de pontapés por dois homens, sendo arrastado pelas rochas do porto. Crianças aparecem a assistir à violência no momento da ocorrência.
O PAN/Açores afirma ter comunicado de imediato às entidades competentes, considerando que pode ter existido crime e/ou ilícito contraordenacional, sobretudo pela espécie estar classificada como em perigo de extinção pela IUCN. O partido também enfatiza a necessidade de empatia com a vida marinha.
Contexto e reacção
A organização ressalva a gravidade das imagens e manifesta preocupação com a violência exposta, bem como com a divulgação e participação de terceiros que assistem à situação. O tubarão desempenha um papel relevante no ecossistema marinho, e a espécie encontra-se com elevados riscos de extinção, segundo fontes da IUCN.
As autoridades competentes ainda não divulgaram confirmação oficial sobre eventuais crime, nem sobre ações legais em curso. A ocorrência levanta questões sobre proteção de espécies marinhas e sobre a responsabilização de ações contra a vida marinha no arquipélago.
Entre na conversa da comunidade