- Organizadores reuniram-se em Santa Marta, Colômbia, para uma cimeira de dois dias sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis, com participação de mais de cinquenta países.
- O objetivo é abandonar petróleo, gás e carvão para reforçar a independência e a segurança energéticas, além de enfrentar o aquecimento global.
- França revelou um roteiro com prazos para eliminar progressivamente o carvão até 2030, o petróleo até 2045 e o gás até 2050, com discussão sobre a reforma de subsídios aos combustíveis fósseis.
- Entre os participantes encontram-se produtores de fósseis como Canadá, Noruega, Austrália e fluxos emergentes como Nigéria, Angola e Brasil; grandes emissores como Estados Unidos, China e Índia não estiveram presentes.
- A conferência visa gerar propostas para acelerar a transição fora do formato da ONU, servindo de impulso para futuras negociações climáticas globais.
Líderes mundiais reúnem-se em Santa Marta, Colômbia, para iniciar conversações globais sobre abandonar os combustíveis fósseis. O encontro de dois dias envolve ministros e altos funcionários de mais de 50 países. O objetivo é acelerar a transição para energias mais limpas.
A cimeira, coordenada pela Colômbia e pela Holanda, surge após a COP30 no Brasil não ter incluído menção explícita aos combustíveis fósseis no acordo final. O objetivo é criar uma resposta política rápida fora do formato da ONU.
Organizadores dizem que o debate visa consolidar a independência energética como motivo adicional para reduzir a dependência de petróleo, gás e carvão, já que a segurança energética é cada vez mais crucial em contextos de conflito global.
Independência energética em foco
A situação internacional, incluindo restrições de exportação no Médio Oriente, é apresentada como catalisador para acelerar a transição para energias limpas. A reunião pretende fomentar compromissos não vinculativos que orientem a mudança em vários países.
Entre os participantes estão grandes produtores de combustíveis fósseis e economias emergentes, mas alguns dos maiores emissores históricos não marcam presença, incluindo EUA, China e Índia. A ausência de grandes emissores pode limitar acordos formais.
Desafios e perspetivas
Os organizadores reconhecem que a transição envolve custos, políticas de subsídios e financiamento para renováveis. França já apresentou um roteiro com prazos para eliminar carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás até 2050, como referência para debates.
A conferência pretende, sobretudo, gerar uma dinâmica política que mobilize países dispostos a avançar rapidamente fora da agenda da ONU. Os participantes discutirão financiamento, prazos e reformas regulatórias.
Perspetivas para o futuro
Especialistas alertam que o ritmo global de redução pode continuar abaixo do necessário para limitar o aquecimento. A cimeira é descrita como trampolim para futuras negociações climáticas, com foco em financiamento e prazos de redução de fósseis.
A anfitriã Colômbia enfrenta desafios internos, dado o peso económico do petróleo e do gás. autoridades locais esperam que as discussões gerem ações concretas e maior cooperação entre Estados.
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