- Um inquérito da Eurocities com 38 cidades em 19 países mostra que limites de 30 km/h em zonas urbanas reduziram mortes e ferimentos sem aumentar congestionamento ou tempos de viagem.
- Cerca de 75% das cidades que seguiram com 30 km/h reportaram menos mortes e ferimentos; 57% já operam com mais de metade da rede abaixo de 50 km/h.
- A UE pretende atingir zero mortes na estrada até 2050 (Visão Zero), e o estudo sugere que mudanças de velocidade nas cidades contribuem para esse objetivo.
- Em 2025 ocorreram cerca de 19.400 mortes nas estradas da UE; o custo dos acidentes é estimado em 2% do Produto Interno Bruto, com lesões que mudam a vida.
- A implementação foi gradual; quase metade enfrentou oposição política e mais de um terço resistência pública, mas 65% das cidades não registaram contratempos após a introdução.
Cidades europeias têm reduzido a velocidade em zonas urbanas com o objetivo de salvar vidas. Um inquérito da Eurocities, com respostas de 38 cidades em 19 países, aponta que limites de 30 km/h em áreas específicas já causam menos mortes e ferimentos, sem piorar o congestionamento.
Entre os países pesquisados estão França, Espanha, Portugal, Bélgica e Alemanha. A maioria das cidades concentrou as reduções em áreas residenciais, centros históricos e zonas escolares, com boa parte da rede rodoviária operando abaixo de 50 km/h.
Impacto na segurança e mobilidade
Em 2025, registaram-se cerca de 19.400 mortes na Europa, com automóveis representando 44% das fatalidades. A Comissão Europeia estima o custo dos acidentes em cerca de 2% do PIB anual.
O estudo indica que mais de nove em cada dez cidades relataram impactos positivos a curto e médio prazo na segurança rodoviária. Menos acidentes e ferimentos graves foram verificados, sem aumento significativo do congestionamento.
Desafios e aceitação pública
A implementação ocorreu de forma gradual e dirigida, não homogênea. Quase metade das cidades encontrou oposição política durante o planeamento, e mais de um terço enfrentou resistência pública.
Após a implementação, 65% das cidades não registaram contratempos significativos, com a oposição a diminuir. A adoção de ruas mais seguras contribuiu para maior aceitação entre moradores e instituições.
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