- O Viveiro de Espirra, em Pegões, produz milhões de plantas por ano, com presencia de mais de cento e trinta espécies, incluindo plantas clonais, fruto de um programa de melhoramento genético de cerca de quatro décadas.
- A produção alimenta tanto áreas da Navigator como produtores florestais privados, com foco em floresta mais resiliente, produtiva e sustentável.
- Na fábrica de Setúbal, a The Navigator Company transforma madeira de eucalipto em pasta, papel, energia e bioprodutos, com ênfase na descarbonização e redução de emissões.
- Portugal é referência mundial na fileira de pasta e papel, com floresta plantada que passou de menos de dez por cento de área arborizada no século XIX para mais de trinta e cinco por cento atualmente.
- O desmistificado do eucalipto fundamenta-se no planeamento, gestão e conservação; a floresta do futuro depende de cuidado, integração territorial e inovação.
Num País onde a floresta ocupa mais de um terço do território, a floresta do futuro começa nos viveiros, laboratórios e fábricas. Em Espirra, Pegões, estufas funcionam como laboratórios vivos com sistemas que regulam luz, temperatura e humidade, gerando matéria-prima para o setor florestal. O trabalho é descrito pela engenheira de multiplicação de plantas como o ponto de partida de uma floresta mais produtiva e sustentável.
O viveiro de Espirra é um dos maiores da Europa, responsável por milhões de plantas por ano, incluindo mais de 130 espécies. Abastece áreas da Navigator e uma rede de produtores privados. O programa de conservação, aliado a tecnologia e inovação, é o motor desta atividade, com destaque para a produção de plantas clonais de qualidade superior.
A geração clonal, iniciada há cerca de quatro décadas, visa selecionar árvores e propagá-las por estaca. O resultado esperado é uma floresta mais resiliente, dinâmica e capaz de enfrentar mudanças climáticas, gerando valor ambiental e económico para o território.
Espiral entre floresta e indústria
Em Setúbal, a fábrica da Navigator transforma a madeira de eucalipto em pasta, papel, energia e bioprodutos. Segundo o assessor da Comissão Executiva, a empresa baseia-se numa matéria-prima natural, com negócios centrados em pasta, papel e energia. O setor de energia já aposta na biomassa florestal para a produção eléctrica.
A descarbonização é apontada como eixo central do modelo industrial, com a meta de reduzir emissões de CO2 acima dos objetivos europeus. A empresa pretende manter um perfil sustentável, mantendo o foco no ambiente, nas alterações climáticas e nas pessoas, gerando emprego qualificado e dinamizando regiões.
Floresta e bioeconomia em Portugal
Portugal é referência na fileira da pasta e do papel, apoiada por um modelo de floresta plantada que equilibra produtividade, sustentabilidade e inovação. O país passou de menos de 10% de área arborizada no século XIX para mais de 35%, com o Eucalyptus globulus a ocupar posição central pela fibra de qualidade.
A diretora de Marketing da Navigator destaca que o setor tende a crescer, visto como bioeconomia baseada em recursos naturais. A madeira e a biomassa ganham usos diversos, incluindo cosmética, medicina e combustíveis bio, fortalecendo Portugal como polo de inovação florestal.
Desmistificar o eucalipto e planeamento
Carmen Correia, engenheira no Viveiro de Espirra, refuta o mito de que o eucalipto destrói as florestas. O abandono e a falta de gestão são apontados como os verdadeiros riscos. A gestão activa, a investigação e as boas práticas sustentam florestas produtivas, que também protegem solo e biodiversidade.
O planeamento ativo, com ciclos de plantação e replantação, permite renovar a floresta, captar carbono e assegurar matéria-prima para a indústria, reduzindo dependências fósseis e promovendo desenvolvimento local. A visão da Navigator é de uma floresta do futuro bem planeada e integrada no território.
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