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Limitar o aquecimento a 1°C pouparia metade dos sítios UNESCO ameaçados

Limitar o aquecimento a 1°C até 2050 pode salvar metade dos sítios da UNESCO mais ameaçados, protegendo ecossistemas e comunidades que deles dependem

O Geopark Naturtejo, o primeiro geoparque português, é constituído pelos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão
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  • Quase 900 milhões de pessoas vivem em áreas abrangidas por sítios da UNESCO, cerca de 10% da população mundial.
  • A UNESCO afirma que metade dos sítios mais ameaçados pode evitar danos irreversíveis se o aquecimento não ultrapassar 1°C até 2050, segundo o relatório Comunidades e Natureza em Sítios da UNESCO.
  • O estudo analisa Sítios do Património Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparques Globais, reunindo mais de 2.260 áreas que somam cerca de 13 milhões de quilómetros quadrados.
  • Atualmente, um em cada quatro sítios pode atingir pontos de inflexão até 2050; cerca de um terço dos sítios com glaciares pode perdê-los, incluindo os três glaciares do continente africano.
  • O aquecimento dos oceanos pode causar branqueamento de corais e stress hídrico em florestas; os sítios, porém, mostram resiliência e ligação entre conservação, ciência e saberes locais.

Quase 900 milhões de pessoas vivem em áreas abrangidas por sítios da UNESCO, o que representa cerca de 10% da população mundial. A organização avisa que metade dos sítios mais ameaçados pode escapar a danos irreversíveis se o aquecimento global não exceder 1°C até 2050. O relatório foi divulgado esta semana.

O estudo, inédito na análise de todas as categorias UNESCO — Património Mundial, Biosferas e Geoparques Globais — reavalia mais de 2260 áreas que ocupam 13 milhões de km². O objetivo é evidenciar impactos de cenários climáticos na preservação do património e das comunidades.

Segundo a UNESCO, cada grau de aquecimento evita ou agrava riscos. O relatório salienta que pequenas variações de trajeto de aquecimento podem ter impactos desproporcionais nos ecossistemas e nos valores culturais associados.

Pontos de inflexão

Atualmente, um em cada quatro sítios pode atingir pontos de inflexão com danos irreversíveis já até 2050. Entre os efeitos está o desaparecimento de glaciares, com um terço dos sítios com glaciares potencialmente perdendo-os.

O aquecimento global também pode desencadear branqueamento de corais em grande escala e stress hídrico crónico em florestas, com impactos duradouros nas funções ecológicas. Em alguns casos, florestas podem deixar de ser sumidouros de carbono.

Apesar das ameaças, o estudo aponta uma capacidade de resistência dos sítios UNESCO. Os locais são vistos como paisagens vivas, moldadas pela interação entre pessoas e natureza, com exemplos de resiliência em várias regiões.

Entre os casos citados estão o Grande Canal da China, que ilustra gestão de recursos hídricos, e o Vale Tehuacán-Cuicatlán, no México, onde comunidades mantêm sistemas agrícolas milenares. Ambos demonstram proteção integrada.

Paisagens dinâmicas

Quase 900 milhões de pessoas vivem em áreas ligadas a sítios UNESCO, cobrindo cerca de 13 milhões de km². A rede funciona como suporte à biodiversidade, às comunidades e à estabilidade climática, acima de uma visão meramente conservacionista.

Cerca de 25% dos sítios incluem territórios de povos indígenas, aumentando para quase 50% em África, Caraíbas e América Latina. A participação comunitária é destacada como elemento central para os resultados do relatório.

O relatório indica que 98% dos sítios sofreram risco climático desde 2000 e que a incidência de secas, inundações, branqueamento de corais e incêndios aumentou 40% na última década. Ainda assim, o papel na conservação permanece relevante.

Delaroche afirma que estes sítios já são parte da solução; a prioridade é agir para manter o seu valor ecológico, cultural e científico. O relatório destaca a necessidade de reduzir emissões para preservar estes espaços.

Fonte: Lusa

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