- Municípios analisaram até hoje 10 mil pedidos de apoio para habitações, sendo pagos mais de três mil pelos Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
- Foras as candidaturas indeferidas chegam a 2.400 (cerca de 40%), com prioridade dada a primeiras habitações.
- Existem cerca de três mil candidaturas em processo de repescagem, para resolução de dúvidas ou problemas iniciais.
- O valor médio pedido via candidaturas ronda os 5.300 euros, e o valor médio pago é de 3.058 euros; as seguradoras já pagaram cerca de 300 milhões de euros.
- No total, incluindo várias linhas de apoio além das habitações, o conjunto de candidaturas em curso chega a cerca de 65 mil, com o montante global já perto de dois mil milhões de euros.
O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro informou, em plenário, que já foram apresentadas 36 mil candidaturas para apoio a habitações danificadas pelas tempestades. Até hoje, 10 mil foram analisadas pelos municípios e mais de 3 mil já receberam pagamento pelas CCDR.
Segundo Paulo Fernandes, a análise evoluiu para uma “velocidade de cruzeiro” após um arranque inicial difícil. O objetivo é concluir o processo até ao final de junho, conforme estimativas do ministro da Coesão Territorial.
Entre os dados apresentados, constam 10 mil candidaturas analisadas e 2.400 indeferidas (cerca de 40%). A prioridade recai sobre primeiras habitações e casas permanentes, o que explica parte dos indeferimentos.
Progresso das candidaturas
Existem cerca de 3 mil candidaturas em repescagem, para resolver problemas ou dúvidas iniciais. O valor médio pedido ronda os 5.300 euros, mas o montante efetivamente pago per capita está em 3.058 euros.
No total de candidaturas associadas a habitações, são cerca de 35.905, num universo de aproximadamente 65 mil candidaturas em várias linhas de apoio. O montante global pago direto às pessoas e entidades está próximo de dois mil milhões de euros.
Pelo menos 19 pessoas perderam a vida entre final de janeiro e início de março, na sequência de depressões que atingiram o território entre janeiro e fevereiro. Foram muitos os feridos, desalojados e estruturas danificadas, com danos avaliados em milhares de milhões de euros.
Seguros já pagaram cerca de 300 milhões de euros em prejuízos relativos a habitações. Segundo o responsável, 27% dos candidatos a apoio para estragos em habitações também têm seguro, o que pode entrar em ajuste com as compensações.
Sobre a equipa técnica, perto de 750 profissionais de ordens colaboram com as câmaras na validação dos danos, somando-se ainda técnicos municipais que chegaram a 300 em simultâneo nos picos de atendimento.
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