- As emissões de gases com efeito de estufa da União Europeia caíram 40% desde 1990, com uma redução adicional de 3% entre 2023 e 2024, segundo a Agência Europeia do Ambiente.
- O objetivo é chegar a 55% de redução até 2030, com os dados enviados à Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.
- Contribuíram para a queda o aumento das energias renováveis, o uso de combustíveis fósseis menos intensos em carbono, a melhoria da eficiência energética e alterações económicas estruturais.
- Entre 2023 e 2024, Portugal reduziu emissões em 1%; alguns países aumentaram (Croácia) e outros reduziram mais (Itália, Lituânia); a Suécia teve aumento mas lidera a redução desde 1990.
- No conjunto de 1990 a 2024, as maiores quedas ocorreram na produção de electricidade e calor, indústria e construção; houve aumento no setor rodoviário e no emissions de hidrofluorocarbonetos, enquanto a remoção de CO₂ por florestas diminuiu.
A União Europeia reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990. Entre 2023 e 2024 houve uma nova queda de 3%, segundo dados oficiais da Agência Europeia do Ambiente. O objetivo conjunto é alcançar uma redução de 55% até 2030.
O inventário, enviado pela UE à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, indica que o peso das energias renováveis, a transição para combustíveis com menos carbono e melhorias de eficiência impulsionam este decréscimo. Quase todos os Estados-Membros contribuíram para o resultado.
A participação de Portugal
Entre 2023 e 2024, Portugal reduziu emissões em apenas 1%. Variações semelhantes foram observadas noutros países, com a Croácia a registar aumentos e a Itália e a Lituânia a mostrarem reduções mais significativas. A Suécia, por sua vez, aumentou as emissões, mas lidera a redução de 1990 a 2024.
Desde 1990, Portugal situa-se próximo dos 19% de redução, ainda abaixo de outros Estados-Membros como a Estónia ou a Bulgária, segundo o inventário da UE. Os números não incluem emissões da aviação ou da navegação internacional.
Grandes cortes por setor
Os maiores recuos ocorreram na produção de electricidade e calor, na indústria e construção, e no setor residencial. As emissões no transporte rodoviário cresceram, apesar do aumento de veículos elétricos e da melhoria de motores, refletindo o aumento global da mobilidade.
Entre 1990 e 2014 houve forte aumento das emissões de hidrofluorocarbonetos (HFC) usados em refrigeração e ar condicionado. Nos últimos 10 anos, porém, essas emissões têm recuado devido às medidas da UE.
Mata de carbono e mudanças
A remoção de dióxido de carbono por florestas diminuiu, condicionada pelo envelhecimento florestal, maior exploração e impactos climáticos. Em contrapartida, o papel da descarbonização avança com menor uso de carvão e maior participação de gás natural na matriz energética.
As reduções mais expressivas continuam a provir da eletricidade e do calor, bem como da indústria, com melhorias na eficiência energética. As políticas da UE e dos Estados-Membros são apontadas como motor principal do progresso.
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