- Praias da Costa da Caparica e de São João da Caparica ficam interditadas até segunda-feira, 20 de abril, para a alimentação artificial das praias do concelho de Almada.
- A área interditada vai do pontão de São João ao pontão de Santo António, devido à montagem e colocação na água da linha de reposição de areias.
- A violação das normas de interdito é punível com coima entre 30 e 100 euros, podendo subir até 300 euros para pessoas coletivas.
- A empreitada envolve 8,9 milhões de euros, financiados por fundos europeus através do Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade (PACS) e pela Administração do Porto de Lisboa; prevê 60 dias de execução e 1.000.000 de metros cúbicos de sedimentos.
- O projeto procura responder aos danos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, com várias obras urgentes no litoral e um investimento global para a recuperação da costa continental.
As praias da Costa da Caparica e de São João da Caparica estiveram interditadas até segunda-feira, 20 de abril, devido a uma intervenção de alimentação artificial de areias. A medida visa garantir a segurança durante a montagem e colocação da linha de reposição na água.
A informação foi comunicada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A proibição abrange a zona entre o pontão de São João e o pontão de Santo António.
A intervenção foi retomada esta semana, após suspensão em novembro por razões meteorológicas. O prazo previsto para a conclusão é de 60 dias.
Detalhes da intervenção
O projeto envolve o reforço de 1.000.000 de metros cúbicos de sedimentos, com localização de ancoragem no canal da Barra Sul, na entrada do estuário do Tejo.
O investimento total da obra é de 8,9 milhões de euros, financiado por fundos europeus (PACS) e pela Administração do Porto de Lisboa, S.A.
Os trabalhos são executados pela parceria entre a APA e a Administração do Porto de Lisboa. A obra está consignada desde 2025.
Contexto e impactos
O custo total com a recuperação costeira, devido aos estragos do mau tempo entre outubro e fevereiro, ascende a 111 milhões de euros. O relatório da APA indica recuperação lenta das praias.
Na área continental, foram registadas 571 ocorrências de danos e 749 situações reportadas, com alterações morfológicas relevantes em várias praias.
90% das praias do continente registaram redução de sedimentação na zona emergente, conforme o levantamento da APA. O objetivo é mitigar impactos de tempestades recentes.
Progresso e próximos passos
Existem 86 obras urgentes previstas para concluir até ao final do ano, mais 40 de curto a médio prazo. Entre os 18 projetos já em curso, o investimento público aproxima-se dos 63 milhões de euros.
O Governo pretende acelerar intervenções com verbas do Fundo Ambiental para as ações mais urgentes. O restante trabalho deverá avançar sob o programa Sustentável 2030.
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