- A iniciativa privada, organizada por dois empresários alemães, apresenta uma nova tentativa para resgatar a baleia Timmy encalhada ao largo da ilha de Poel, no Mar Báltico, com a presença de um veterinário vindo do Havai.
- A baleia, com vários metros de comprimento e aproximadamente doze toneladas, será colocada sobre dois colchões de ar e uma lona para ser puxada entre duas plataformas flutuantes, com possível escolta de rebocador rumo ao Atlântico.
- O Ministério do Ambiente aprovou a nova operação após ter anteriormente cancelado os planos; ativistas tinham apresentado queixa por falta de assistência.
- O veterinário do Havai está envolvido na operação; Timmy está encalhada há quase duas semanas, com pele danificada e exposta a salinidade do Mar Báltico.
- Especialistas criticam a manobra, dizendo que pode aumentar o sofrimento do animal ou apenas deslocar um moribundo; há preocupações sobre problemas como restos de rede na boca que precisariam de remoção.
Foi anunciada uma nova tentativa de resgatar a baleia Timmy, encalhada no Mar Báltico junto à ilha de Poel. A operação envolve dois empresários alemães, que organizam o transporte da baleia para águas mais profundas, com apoio de um veterinário vindo do Havai. O objetivo é oferecer uma segunda hipótese de salvar o animal.
A iniciativa é conduzida por privados, segundo os organizadores. Um deles, Walter Gunz, afirmou que sem intervenção a baleia não tem perspetivas de sobrevivência. A equipa planeia colocar Timmy em colchões de ar cobertos por lona e puxá-la entre plataformas flutuantes.
Para já, a baleia permanece na região, perto de Poel, há quase duas semanas. O estado de saúde é incerto, com danos na pele associados ao ambiente salgado do Báltico. A operação inclui possível escolta de um rebocador.
O plano original, já cancelado anteriormente, foi revisto e aprovado pelo Ministério do Ambiente. A decisão ocorreu depois de críticas de ativistas quanto à assistência. Timmy tem vários metros de comprimento e pesa cerca de 12 toneladas.
Especialistas questionam a eficácia do procedimento. O biólogo Boris Culik aponta que restos de rede na boca exigiriam abrir a mandíbula para remoção, o que pode comprometer a alimentação e a recuperação. A nova tentativa envolve riscos de agravamento do sofrimento.
Alguns peritos sugerem que transportar a baleia para águas diferentes pode apenas deslocar um animal já moribundo, sem garantir recuperação. As autoridades permanecem atentas a resultados e a eventuais ajustamentos no plano.
Contexto
A iniciativa privada surge depois de meses de operações envolvendo mergulhadores, embarcações de apoio e tentativas de encorajar Timmy a mover-se. A presença de um veterinário estrangeiro reforça a natureza internacional da operação.
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