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Glaciar colombiano quase dizimado por alterações climáticas

Glaciar Cerros de la Plaza, Serra Nevada del Cocuy, declarado extinto; área caiu de cinco km² no século XIX para zero, comprometendo fontes de água

Foto: AFP
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  • O glaciar Cerros de la Plaza, na Serra Nevada del Cocuy, nordeste da Colômbia, foi declarado extinto pelo IDEAM, com o gelo a desaparecer completamente em março de 2026.
  • Imagens de satélite mostram o recuo gradual desde 2015 até o desaparecimento do gelo.
  • A área coberta por gelo diminuiu de cinco quilómetros quadrados no século XIX para zero hoje.
  • A Sierra Nevada del Cocuy é um dos últimos seis sistemas glaciares do país; a cobertura de gelo caiu 90 por cento desde o século XIX, segundo o Ministério do Ambiente.
  • Reflexos das alterações climáticas e os episódios de calor extremo, com os últimos onze anos entre os mais quentes já registados, colocam em risco os glaciares e a água que fornecem aos ecossistemas e atividades humanas.

A presença de gelo nos Andes colombianos diminuiu de forma abrupta nos últimos anos, levando ao desaparecimento do glaciar Cerros de la Plaza. O degelo, provocado por temperaturas mais altas, foi confirmado em março de 2026.

O glaciar fica na Serra Nevada del Cocuy, no nordeste da Colômbia. O IDEAM declarou oficialmente a extinção da formação, que passou de cerca de 5 km² no século XIX a zero hoje.

Segundo o IDEAM, os glaciais da região são parte de uma das últimas áreas de gelo dos Andes colombianos, com a Sierra Nevada del Cocuy abrigando picos acima de 5 mil metros.

As alterações climáticas são identificadas pelo instituto como fator determinante, afetando o equilíbrio de ecossistemas e a disponibilidade de água doce para irrigação, pesca e uso humano.

Dados oficiais indicam que os glaciares da Colômbia sofreram uma redução de 90% desde o século XIX, acompanhando uma tendência regional de aquecimento.

Observadores apontam que os últimos 11 anos foram entre os mais quentes já registados, conforme Copernicus e Berkeley Earth, reforçando previsões de perda contínua de gelo.

Em estudo de 2023, a revista Science sugeriu que metade dos glaciares globais poderia derreter até 2100, mesmo com metas de 1,5°C de aquecimento, sinalizando cenários de pressão hídrica futura.

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