- O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que quer ouvir a Ordem dos Arquitectos e vai seguir a opinião técnica sobre a demolição do Edifício Transparente, mantendo a posição de avançar com a demolição em 2027.
- A demolição parcial, prevista para 2027, seria por razões legais e ambientais, segundo a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, citada pela agência Lusa.
- O edifício, construído no âmbito do Porto 2001, fica na Via do Castelo do Queijo, entre o fim do Parque da Cidade e a praia, devendo perder dois pisos para se tornar num apoio de praia.
- A oposição critica a decisão; o vereador do PS defendia manter o edifício, enquanto o Chega pediu participação do município no processo.
- O centro empresarial no edifício emprega cerca de 600 pessoas e há debates sobre o que substituir e sobre a utilização eficiente dos recursos públicos.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, confirmou que a demolição parcial do Edifício Transparente, na Via do Castelo do Queijo, deverá avançar em 2027. O Executivo mantém a posição de demolir, mas admite ouvir a Ordem dos Arquitectos sobre a componente técnica da requalificação da zona junto ao Porto 2001.
A autarquia ainda não apresentou o projeto definitivo e diz estar a avaliar o que pode ser feito na requalificação daquela frente costeira, com base em pareceres da engenharia e arquitetura. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, referiu que a demolição pode avançar em 2027 por questões legais e ambientais, mencionando o risco de galgamento do mar.
O objetivo do executivo é substituir o edifício pelo que descreve como espaço verde atento às necessidades da cidade, separando as empresas ali situadas e transformando o local num apoio de praia. O edifício original, criado no âmbito do Porto 2001, é considerado por alguns como um obstáculo à visibilidade da zona costeira.
Na oposição, o PS questionou a forma como o processo decorre e pediu uma análise de prioridades, incluindo a possibilidade de manter o edifício atual com alterações. O Chega também manifestou que não foi ouvido e pediu que a factura da demolição seja encaminhada à Agência Portuguesa do Ambiente.
Arquitectos ligados ao projeto já criticaram a decisão, apontando que o edifício abriga um centro empresarial relevante para a região, com cerca de 600 pessoas a trabalhar no espaço. A posição da autarquia é manter a demolição prevista, independentemente de pareceres externos.
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