- Madeira registou a terceira maior queda de emissões na UE entre 1990 e 2023, com uma redução de 73,7%.
- Alentejo e Açores acompanharam com quedas de 49,4% e 48,7% respetivamente; o Oeste agravou-se em 46,7%.
- A nível da União Europeia, houve uma redução de 33,9% nas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2023, com 204 regiões a registar diminuições e 40 a aumentar.
- A seca afetou 14,1% da área algarvia; Açores e Madeira registaram impacto nulo, em contraste com verões muito quentes, como o de 2025 em Mora (46,6 °C).
- Em 2023, 3,7% do território da UE esteve seco e 4,08% de Portugal enfrentou erosão hídrica; o Plano Nacional de Restauro da Natureza será submetido em setembro de 2026.
O Eurostat publicou o relatório mais recente sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, com dados até Fevereiro de 2026. O documento mostra avanços na acção climática na UE, mas persiste assimetria entre regiões portuguesas.
Entre 1990 e 2023, a UE registou uma redução de 33,9% nas emissões de gases com efeito de estufa. Embora 204 regiões tenham diminuído, 40 aumentaram. Regiões da Macedónia Ocidental (Grécia) e Vilnius (Lituânia) lideram com quebras superiores a 74%.
A Madeira destacou-se com a terceira maior queda de emissões na UE, 73,7%. O Alentejo e os Açores acompanharam com reduções de 49,4% e 48,7% respetivamente. O Oeste e o Vale do Tejo registaram o maior agravamento, 46,7%.
Emissões por região
O Algarve e o Norte apontaram aumentos de 27,4% e 21,3%. A região Centro recuou 17,2% desde 1990. A heterogeneidade reforça a necessidade de políticas diferenciadas para território e clima, segundo o relatório.
Ambiente e seca
A proteção da vida terrestre mostra melhoria: a área afectada pela seca recuou para 144 mil km² em 2023, igual a 3,7% do território da UE. No entanto, o sul de Portugal manteve fragilidades, com 14,1% da área algarvia afetada.
As Açores e a Madeira registaram impactos nulos, contrariamente ao Mora, que viveu verões recordes, como em 2025, com 46,6°C. O risco de erosão hídrica afeta 5,3% da área erodível da UE; em Portugal representa 4,08%.
Desigualdades e demografia
Em termos sociais, Portugal apresenta risco moderado de pobreza e educação relativamente favorável. O abandono escolar caiu, mas faltam progressos em competências digitais e ensino superior. Existem disparidades entre áreas urbanas e interiores.
As tendências demográficas apontam envelhecimento, semelhantes aos de Espanha, Itália e Grécia. Norte e Leste da Europa mostram estruturas mais jovens, o que exige políticas de coesão territorial adaptadas.
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