- O petroleiro russo não-tripulado Arctic Metagaz à deriva entre Itália e Malta tornou-se uma ameaça ambiental no Mediterrâneo, transportava gás natural para o Egito e foi alvo de drones.
- Cerca de 900 toneladas métricas de gasóleo e mais de 60 mil toneladas métricas de gás natural continuam na embarcação, representando perigo ambiental para a região.
- O navio partiu de Murmansk, no mar Ártico, em direção ao Egito; o ataque ocorreu durante a madrugada de 3 de março e os 30 tripulantes foram resgatados pela Guarda Costeira da Líbia.
- A Rússia qualificou o ataque como ato de terrorismo e violação do direito internacional; o ministério russo dos Transportes afirmou que o ataque ocorreu a partir da costa da Líbia, com drones navais ucranianos, o que Kiev negou.
- Itália e Malta alertaram as embarcações no Mediterrâneo para se afastarem; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse estar em contacto com Malta e que as autoridades monitorizam a situação, temendo que ventos fortes movam a bomba-relógio para a costa italiana.
O petroleiro não tripulado Arctic Metagaz, da chamada frota-fantasma russa, ficou à deriva entre Itália e Malta, tornando-se numa possível ameaça ambiental no Mediterrâneo. Em meio a ventos fortes, autoridades alertaram navios na área para manter distância. O cargueiro transportava gás natural para o Egipto e já tinha sido alvo de ataques com drones.
As autoridades italianas indicam que o navio continua com substâncias inflamáveis a bordo, incluindo cerca de 900 toneladas métricas de gasóleo e mais de 60 mil toneladas métricas de gás natural, mantendo-se intactas após o ataque. O risco ambiental aumenta com possíveis derrames.
Segundo a imprensa, o Arctic Metagaz partiu de Murmansk, no Ártico, com destino ao Egito. O navio não tripulado ficou à deriva após o incidente, que ocorreu na madrugada de 3 de março. A embarcação foi alvo de drones durante a operação no mar.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia classificou o ataque como terrorismo e violação do direito internacional, acrescentando que os 30 tripulantes foram resgatados pela Guarda Costeira da Líbia com apoio da embaixada russa no país. Kiev negou envolvimento.
O Ministério russo dos Transportes indicou que o ataque teve origem da costa líbia, supostamente com drones navais de origem ucraniana. A Ucrânia nega qualquer responsabilidade. A Câmara alta de Itália reuniu-se com a primeira-ministra Giorgia Meloni para discutir medidas.
A Itália afirmou que não deve permitir que o navio atracque em portos italianos, após avaliação com Malta. Meloni afirmou estar em contacto constante com as autoridades maltesas, com monitorização contínua da situação e cooperação entre os dois países.
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