- Especialistas em hidráulica denunciaram falta de manutenção da obra do Baixo Mondego, em Coimbra; Carlos Matias Ramos, antigo presidente do LNEC, considera a obra abandonada.
- Ramos disse que a obra precisa de observação contínua e de manutenção, especialmente por envolver diques de terra que necessitam de cuidado ao longo do tempo.
- Fernando Seabra Santos, antigo reitor da Universidade de Coimbra, apontou três motivos para o ruído do dique: desmatação com vegetação, falha do dique sifão montante e detritos que reduzem a largura útil do leito.
- Seabra Santos sugeriu dragagens no leito a montante da Ponte Açude a cada três anos, para remover cerca de 30 mil metros cúbicos de areia.
- António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração da Águas de Portugal, pediu um modelo de gestão sustentável e a conclusão do projeto; a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, destacou que a obra deve ser reposta e concluída com participação de APA, autarquia e agricultores.
Vários especialistas em hidráulica denunciaram, em Coimbra, a falta de manutenção da obra hidráulica do Baixo Mondego. Carlos Matias Ramos, antigo presidente do LNEC, qualificou a obra como abandonada durante a sessão pública realizada junto ao dique do viaduto da A1, que ruiu em fevereiro.
O debate destacou a necessidade de observação contínua e de manutenção, especialmente em diques de terra que assentam com o tempo. Ramos explicou que toda obra de engenharia exige projeto, monitorização e manutenção para evitar deterioração.
Fernando Seabra Santos, antigo reitor da Universidade de Coimbra, apontou três fatores para o ruído do dique: desmatação sem manutenção, vegetação e detritos que acentuam a instabilidade; a falha do dique sifão a montante; e a menor largura útil do leito causada por resíduos nas pontes. O académico sugeriu dragagens periódicas.
Estado da obra e caminhos para a gestão
António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração da Águas de Portugal, pediu um modelo de gestão que garanta a sustentabilidade da estrutura e a conclusão do que ainda falta no projeto. A dirigentes da APA reconheceram um ano particularmente complexo de precipitação em Coimbra.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, reiterou a necessidade de repor e completar a obra, destacando a importância de manutenção contínua com a participação de APA, autarquia e agricultores. A ideia é que a obra seja reaberta e funcional o mais breve possível.
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