- A APA apresentou um plano de reparação da orla costeira com 15 milhões de euros até maio, em caráter de urgência, e um total de 111 milhões de euros até 2028.
- As obras vão ser executadas em várias frentes: no centro (Ovar, Vagos e Figueira da Foz) com intervenções de acesso e limpeza de detritos, e no Tejo e Oeste com reforço de obras de proteção costeira.
- Atualmente estão em curso dezoito intervenções avaliadas em 63 milhões de euros.
- Entre 22 de janeiro e 8 de fevereiro, o mau tempo provocou 749 ocorrências na orla costeira, com recuos de costa de 10 a 20 metros em alguns locais e 571 danos repartidos por 147 locais.
- A APA avisa que novas tempestades podem agravar a situação, e a recuperação morfológica das praias deverá ser lenta e gradual.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou um plano de reparação da orla costeira após os estragos do mau tempo. Serão investidos 15 milhões de euros com carácter de urgência até maio, a propósito da época balnear. Ao todo, a APA prevê gastar 111 milhões de euros para reparar toda a costa continental até 2028.
A informação foi apresentada numa sessão realizada no Porto, com o presidente da APA, José Pimenta Machado, a explicar que as obras vão decorrer em várias vertentes. As intervenções mais urgentes concentram-se na região centro (Ovar, Vagos e Figueira da Foz), para reparar acessos e limpar detritos. Mais a sul, na zona do Tejo e Oeste, serão reabilitadas as obras de proteção costeira.
A linha de ação atual inclui 18 intervenções já avaliadas em 63 milhões de euros. Segundo a APA, o conjunto de tempestades entre 22 de janeiro e 8 de fevereiro provocou 749 ocorrências ao longo da orla costeira, com recuos da linha de costa entre 10 e 20 metros em alguns locais. Destas situações, 571 danos foram registados em 147 pontos.
Celso Aleixo Pinto, chefe da divisão de Monitorização Costeira e Risco da APA, alertou para o risco de novas tempestades piorarem a situação. O processo de recuperação morfológica das praias deverá decorrer de forma lenta e gradual.
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