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Governo aprova plano de 111 milhões para mitigar danos no litoral

Plano de cento e onze milhões de euros para mitigar danos na costa continental, com quase metade para acessos e recuperação das praias mais lenta

Força Aérea realizou um sobrevoo de reconhecimento da zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida
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  • O Governo prevê um investimento de 111 milhões de euros para mitigar os danos no litoral continental causados pelo mau tempo entre outubro e fevereiro.
  • A distribuição temporal inclui 15 milhões de euros até ao início da época balnear (maio), 12 milhões até ao final do ano, 31 milhões até 2027 e 53 milhões a partir de 2028.
  • O relatório da Agência Portuguesa do Ambiente aponta 571 danos em 749 ocorrências, com a maioria registada no Centro do país.
  • Os principais impactos são: acessos (43,3%), estruturas aderentes (21,7%) e erosão costeira (36,7%).
  • A recuperação das praias é descrita como lenta e pode atrasar com novas intempéries na primavera; 204 ocorrências ocorreram em Ovar.

O mau tempo que afetou o litoral de Portugal continental entre outubro e fevereiro já implica um investimento de 111 milhões de euros. O montante será aplicado para mitigar danos em infraestruturas, proteção costeira e morfologia das praias.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) divulgou o relatório na sua sede no Porto. O plano prevê 15 milhões de euros até ao início da época balnear, em maio, e 12 milhões até ao final do ano, com 31 milhões investidos até 2027 e 53 milhões a partir de 2028.

Diagrama de danos e áreas afetadas

O documento descreve 571 danos em 749 ocorrências, registadas ao longo do litoral continental. A maior concentração situa-se no Centro, com 257 ocorrências.

Aeros da erosão costeira representa 36,7% dos danos, seguida pela instabilidade em arribas com 30,6%. Quase metade dos impactos (43,3%) diz respeito a acessos, 21,7% a estruturas aderentes como paredões e enrocamentos.

204 danos ocorreram no concelho de Ovar, no distrito de Aveiro. O relatório ressalta que a reconstrução das praias deverá ser lenta e possa exigir períodos adicionais de intempéries na primavera.

Escopo temporal e objetivos

O investimento visa responder aos impactos das tempestades de janeiro e fevereiro, designadamente Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, ocorridas no litoral continental. O objetivo é atenuar retrocessos na linha de costa e preservar a morfologia das praias.

O gestor do programa aponta que a recuperação poderá ser lenta e condicionada por condições climáticas futuras. O trabalho envolve ações de proteção costeira, reabilitação de acessos e reforço de infraestruturas de suporte.

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