- A OMS alertou para riscos para a saúde da “chuva negra” no Irão, associada aos ataques contra refinarias e instalações de armazenamento de petróleo.
- Os ataques israelitas e norte-americanos libertaram hidrocarbonetos tóxicos, óxidos de enxofre e compostos de azoto na atmosfera.
- A chuva negra pode provocar problemas respiratórios, irritação da pele e dos olhos, dores de cabeça e dificuldade em respirar; a exposição a longo prazo pode aumentar o risco de alguns tipos de cancro.
- O Irão recomendou às pessoas que fiquem em casa; a OMS confirmou apoio a essa orientação, dada a qualidade do ar e o risco tóxico.
- As previsões indicam que a poluição pode melhorar com o tempo, mas o risco persiste se houver novos ataques ou reações atmosféricas adicionais.
O Irão viveu uma escalada de ataques a refinarias e instalações de armazenamento de petróleo por parte de Israel e dos EUA, ocorridos esta semana. A consequência foi a libertação de hidrocarbonetos tóxicos, óxidos de enxofre e compostos de azoto para a atmosfera, gerando chuva negra sobre Teerão e outras regiões.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para riscos respiratórios associados à poluição gerada pelos incêndios provocados pelos ataques. A agência participou na avaliação de impactos à saúde, em contacto com autoridades iranianas e investigadores locais.
As autoridades iranianas pediram à população para permanecer em casa, usar máscaras e cobrir pele quando sair, devido à má qualidade do ar. A OMS confirmou que a chuva negra é parte de um conjunto de poluentes perigosos libertados.
Impacto na saúde e poluição
Relatos indicam que a chuva negra pode agravar problemas respiratórios, irritação cutânea e dos olhos, e dores de cabeça. A exposição prolongada aumenta, segundo a OMS, o risco de alguns cancros no longo prazo.
A chuva foi associada a um padrão meteorológico que agravou a dispersão de partículas tóxicas na região. Cientistas destacam que a proteção individual e a redução de tempo ao ar livre são medidas recomendadas.
As autoridades sanitárias ressaltam que, para além da chuva, a qualidade do ar permanece susceptível de piorar caso ocorram novos ataques, tornando-se um risco contínuo para a população.
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