- A reposição do paredão de Moledo deverá custar entre 3 e 4 milhões de euros, com uma operação de estabilização a arrancar dentro de quinze dias.
- A intervenção é a dois tempos: uma emergência imediata para reduzir riscos na época balnear e uma intervenção estrutural mais robusta, que envolve sondagens, concurso público e projeto.
- O trabalho será realizado em conjunto pela Agência Portuguesa do Ambiente, pela Câmara de Caminha e pela Junta de Freguesia, com eventual protocolo de financiamento com a Câmara para Moledo e a duna dos Caldeirões.
- O balanço das ocorrências associadas ao temporal será apresentado na próxima quarta‑feira, na sede da APA Norte, com a ministra do Ambiente, e incluem intervenções urgentes e de médio prazo para tornar a linha de costa mais resiliente.
- A presidente da Câmara de Caminha reconhece os prejuízos causados pela derrocada e sublinha a importância da intervenção na área, especialmente devido à aproximação da época balnear.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, estimou que a reposição do paredão de Moledo, em Caminha, custará entre três e quatro milhões de euros. A estrutura colapsou na última segunda-feira, durante o período de tempestades.
Após avaliar o paredão, o responsável revelou que, dentro de 15 dias, arrancará uma operação de estabilização emergente para reduzir riscos na época balnear. Seguirá uma intervenção mais robusta e estrutural, com sondagens e concurso público para o projeto.
A intervenção será executada em parceria com a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia. O objetivo é manter Moledo seguro e proteger pessoas e bens na praia. O projeto prevê ainda uma reconstituição da duna para reforçar a costa.
Plano de intervenção e prazos
A intervenção inicial prioriza a minimização de riscos imediatos. Em paralelo, serão lançados procedimentos de contratação para o estudo técnico, projeto e empreitada de reforço do muro. O acompanhamento envolverá as autoridades locais.
O protocolo com a Câmara de Caminha deverá incluir o financiamento do paredão de Moledo e da duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora. A APA pretende consolidar estas ações com apoio institucional.
O balanço do impacto das depressões que atingiram o litoral português será apresentado na próxima semana. A sessão, com a presença da ministra do Ambiente, detalhará intervenções urgentes e de médio prazo para fortalecer a linha de costa.
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