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Sardinha com selo sustentável chega a Santo António e ao S. João

Sardinha ibérica pode ter selo MSC de sustentabilidade em 2026, após recuperação da certificação, garantindo rastreabilidade para sardinha fresca nos Santos Populares

A sardinha fresca que se encontra no mercado não tem de ser necessariamente portuguesa – a certificação é ibérica
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  • A sardinha ibérica pode chegar ao prato com o selo de sustentabilidade do Marine Stewardship Council (MSC), após a recuperação da certificação, em 2025, que tinha sido perdida em 2014.
  • A sardinha fresca disponível no mercado nem sempre é portuguesa; a certificação é ibérica e pode vir de Espanha, principalmente do Norte, devendo haver rastreabilidade para não se misturar com pescarias não certificadas.
  • Em Lisboa, a Semana Mar para Sempre, entre 2 e 8 de março, reforça a mensagem de pesca sustentável; actualmente, 35% das populações de peixe estão exploradas de forma biologicamente insustentável.
  • Em Portugal, existem 450 produtos com o selo azul MSC; entre 2024 e 2025 foram ao mercado 16.000 toneladas de pescado certificado, o que representa 3% a 4% do total consumido anualmente (cerca de 600 mil toneladas), com grande parte a chegar congelado ou em conservas.
  • A MSC mira que, até 2030, um terço das capturas mundiais seja sustentável; em Portugal, cerca de 28% já o são, com o objetivo de chegar a 50% até 2030, enquanto o reconhecimento do selo MSC entre os consumidores nacionais é de 42%.

Em Portugal, a sardinha ibérica pode passar a ter o selo de sustentabilidade do Marine Stewardship Council (MSC), após ter recuperado a certificação em 2025. O objetivo é identificar sardinha certificada entre o pescado disponível, especialmente nos Santos Populares de 2026.

A recuperação da certificação ocorreu após uma década de mudanças na gestão de stocks. A sardinha ibérica tinha perdido o selo azul MSC em 2014, com o restabelecimento formal da certificação no ano passado. A MSC confirma o avanço e a aposta na rastreabilidade.

A sardinha fresca em Portugal não é apenas de origem nacional: a certificação é ibérica e parte da oferta pode vir de Espanha, principalmente do Norte. No entanto, é essencial garantir que não haja mistura com pescarias não certificadas, para manter a cadeia de custódia.

Sinalização de mercado e eventos

A MSC esteve em Lisboa para a apresentação da Semana Mar para Sempre, entre 2 e 8 de Março, com foco na pesca sustentável e na conservação da biodiversidade marinha. Dados da MSC indicam que cerca de 35% das pescas estão em exploração biologicamente insustentável.

Em Portugal, existem 450 produtos com o selo azul MSC e mais de 30 marcas utilizam-no. Entre 2024 e 2025 foram comercializadas 16 mil toneladas com o selo, representando 3% a 4% do pescado consumido no país, que totaliza cerca de 600 mil toneladas por ano.

Rastreabilidade e logística de venda

A rastreabilidade é mais desafiadora no caso do peixe fresco, com necessidade de provas da origem e do percurso desde a captura até ao prato. Para a sardinha fresca, a cadeia de custódia precisa de maior validação em todas as fases.

Há dois grandes grupos de retalho a competir pela venda de sardinha com selo MSC, com a expectativa de disponibilização de sardinha fresca MSC no Verão. A Docapesca desempenha um papel de suporte à rastreabilidade desde o desembarque até à venda.

Perspetivas e objetivos

O objetivo da MSC é que, até 2030, um terço das capturas globais sejam sustentáveis; hoje, a estimativa ronda os 16%. Em Portugal, cerca de 28% do pescado é certificado, com parte significativa vindo de mercados de exportação para conservas com selos MSC.

O reconhecimento do selo MSC entre consumidores nacionais já chega a 42%, com a meta de atingir 50% até 2030. Entre os que identificam o selo, 78% sabem que está relacionado com pescarias certificadas, segundo dados da MSC.

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