Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Espécies migratórias em risco: 24% podem desaparecer

ONU alerta: 24% das espécies migratórias enfrentam extinção global; ações coordenadas ao longo das rotas são urgentes antes da CMS COP15 no Brasil

Entre as mais antigas espécies, agora condenadas à extinção, estão diversos anfíbios
0:00
Carregando...
0:00
  • As populações de espécies migratórias protegidas por tratados da ONU diminuíram de 44% para 49% em dois anos; 24% das espécies enfrentam extinção global.
  • O relatório, elaborado pelo UNEP‑WCMC com base na Lista Vermelha da IUCN, sublinha a necessidade de ações coordenadas ao longo de toda a extensão das rotas migratórias que atravessam fronteiras.
  • Continue avanços incluem melhor mapeamento de rotas, proteção de habitats e corredores migratórios, e recuperação de algumas espécies; contudo, 26 espécies passaram a apresentar maior risco.
  • Foram identificadas nove mil trezentas e setenta e duas áreas-chave para a biodiversidade, e quase metade dessas zonas não se encontra em áreas protegidas.
  • A lista de espécies em perigo global ou com distribuição significativamente afetada inclui cento e oitenta e oito animais, entre os quais 28 mamíferos terrestres, 23 mamíferos aquáticos, 103 aves, 8 répteis e 26 peixes, com a conferência CMS COP‑15 a realizar‑se no Brasil entre 23 e 29 de .

O relatório das Nações Unidas alerta que 24% das espécies migratórias estão em risco de extinção global, num agravamento do declínio de 44% para 49% em apenas dois anos. O documento aponta a necessidade de ações coordenadas ao longo de toda a extensão das rotas migratórias, que atravessam várias jurisdições e continentes.

Elaborado pelo UNEP-WCMC, o relatório usa dados da Lista Vermelha da IUCN para traçar tendências de conservação das espécies migratórias protegidas por tratados da ONU. A análise destaca avanços na cartografia de rotas, na proteção de habitats e na recuperação de algumas espécies, mas também aponta que 26 espécies, incluindo 18 aves costeiras, passaram a estar em maior risco.

A apresentação pública do relatório ocorre na véspera da COP15, a 15.ª reunião da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens, realizada no Brasil entre 23 e 29 de outubro. O encontro internacional reunirá representantes para discutir medidas contra a crise global de biodiversidade.

Segundo a ONU, milhões de animais selvagens — aquáticos, terrestres e aves — dependem de corredores migratórios bem geridos para manter ecossistemas que regulam nutrientes, carbono e pragas, além de sustentar meios de subsistência. A proteção dessas rotas exige cooperação entre países, estados e comunidades locais.

Entre os resultados do relatório, destaca-se a identificação de 9.372 áreas-chave para a biodiversidade, das quais quase a metade não está enquadrada em zonas protegidas. A secretária executiva da Convenção, Amy Fraenkel, aponta que, embora haja respostas positivas para algumas espécies, muitas continuam sob pressões crescentes ao longo das rotas migratórias.

Na lista global de espécies em perigo correspondeam-se 188, incluindo 28 mamíferos terrestres, 23 mamíferos aquáticos, 103 aves, 8 répteis e 26 peixes. O documento cita a sobreexploitation e a fragmentação de habitats como as duas maiores ameaças às populações migratórias, exigindo novas ações de conservação coordenadas a nível internacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais