- Investigadores da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa) descobriram como uma enzima natural capta e reduz o dióxido de carbono, abrindo caminho para uma nova geração de tecnologias verdes.
- O estudo, publicado na revista Angewandte Chemie International Edition, fornece o conhecimento estrutural necessário para inspirar tecnologias mais eficientes para combater as alterações climáticas.
- Através de cristalografia de raios-X, foram visualizadas as trajetórias das moléculas de gases na enzima, revelando que o substrato CO2 é concentrado junto ao local da reação, aumentando a eficiência.
- A investigação combinou Biologia Estrutural, Enzimologia, Engenharia de Proteínas, Física e Modelação Computacional para revelar o funcionamento do sistema biológico com detalhe sem precedentes.
- Os primeiros autores são Guilherme Vilela-Alves e Rita Rebelo Manuel, orientados por Inês Cardoso Pereira, do ITQB, com participação da UCIBIO da NOVA FCT.
Investigadores da Universidade Nova de Lisboa anunciaram, esta sexta-feira, um avanço na compreensão de como uma enzima natural capta e reduz o dióxido de carbono (CO2). O estudo foi divulgado à imprensa após publicação na revista Angewandte Chemie International Edition.
A equipa usou Cristalografia de raios-X para visualizar o movimento de moléculas de gases dentro da enzima. Observou-se que a enzima evoluiu uma estratégia estrutural que concentra o CO2 junto ao local da reação, elevando a eficiência do processo.
O trabalho, que combina Biologia Estrutural, Enzimologia, Engenharia de Proteínas, Física e Modelação Computacional, oferece um nível de detalhe sem precedentes sobre o funcionamento do sistema biológico. A pesquisa visa orientar o desenho de tecnologias verdes de captura de carbono.
Contribuição científica e potenciais aplicações
Os autores destacam que entender o funcionamento em detalhe pode orientar o desenvolvimento de catalisadores artificiais para captura industrial de carbono e produção de energia limpa.
A equipa é coordenada por Maria João Romão e Cristiano Mota, da Unidade de Biociências Moleculares Aplicadas (UCIBIO) da NOVA FCT. Os primeiros autores são Guilherme Vilela-Alves e Rita Rebelo Manuel, com orientação de Inês Cardoso Pereira do ITQB.
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