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Ministra do Ambiente classifica intervenção nas arribas como super urgente

Ministra do Ambiente vê intervenção nas arribas como “super urgente” para assegurar a segurança das praias, com obras rápidas até início da época balnear

Maria da Graça Carvalho
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  • A ministra do Ambiente classificou a intervenção nas arribas como “super urgente” para a segurança do litoral, em Albufeira.
  • A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a concluir uma vistoria a toda a costa e apresentará as conclusões e os projetos necessários daqui a oito dias, no Porto.
  • Em Albufeira, o rochedo do Peneco é considerado perigoso e foi criado um perímetro de segurança; o presidente da Câmara pediu uma intervenção para salvaguardar o rochedo.
  • A estratégia do Governo é dividida em três eixos: segurança das arribas, recuperação das praias com enchimento de areia e projetos a médio prazo com estudos de impacto ambiental.
  • Nos projetos de curto prazo, estão a preparação da época balnear, estabilização das arribas e pequenos/médios enchimentos, com conclusão prevista antes do início da época balnear; intervenções estruturais maiores deverão ficar para a próxima época balnear.

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, afirmou em Albufeira que a estabilização das arribas é uma prioridade super urgente para a segurança do litoral, após o agravamento da erosão com as tempestades. A declaração ocorreu durante uma visita à praia do Peneco.

A governante explicou que a intervenção nas arribas está entre os projetos prioritários para evitar acidentes com a maré e ventos fortes. A avaliação foi feita na margem de visitas a praias do concelho de Albufeira, no distrito de Faro.

A visita ocorreu esta terça-feira e visou avaliar os danos causados pelas tempestades que afetaram Portugal entre final de janeiro e início de fevereiro. O relatório de danos estende-se desde Moledo, em Caminha, até Vila Real de Santo António, no Algarve.

Contorno regional

No Algarve, o problema das arribas é mais intenso, reconheceu a ministra, citando casos graves na região. As deteriorações devem-se a tempestades de mar, chuva e ventos fortes, que atingiram o país nas últimas semanas.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a concluir uma vistoria a toda a costa, com as conclusões e os projetos a serem apresentados daqui a oito dias, em Porto. A APO necessita de validação para avançar com as medidas.

Participação institucional

Durante a visita, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, destacou a necessidade de salvar o rochedo junto à praia do Peneco, onde foram detetadas fissuras. O perímetro de segurança foi delimitado para impedir aproximações.

A ministra indicou que vai consultar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para apoiar a decisão técnica sobre o rochedo. O objetivo é salvaguardar a segurança de quem frequenta as praias.

Estrutura de intervenção

A estratégia do Ministério do Ambiente baseia-se em três eixos com diferentes cadências: segurança das arribas, recuperação das praias e projetos a médio prazo com estudos de impacto ambiental.

Os projetos de curto prazo incluem preparação da época balnear, estabilização de arribas e pequenos enchimentos.

A prioridade é concluir as obras antes do início da época balnear, com financiamento rápido e flexível. Os planos estruturais dependem de estudos ambientais e deverão ficar prontos para a próxima época balnear.

Perspetivas e monitorização

A ministra reiterou que as obras devem ser bem feitas e que a monitorização da APA é contínua em todo o território. Os trabalhos para reforçar o areal nas praias mais emblemáticas devem avançar entre maio e início de junho.

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