A presidente da Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) pediu mais sensibilização para as consultas do viajante. Afirmou, numa intervenção feita à Lusa, que muitos não conhecem os riscos de viajar. O plenário decorreu na véspera de uma mesa-redonda organizada pelo IHMT da NOVA.
A especialista destacou que África, Ásia e alguns países da América Latina exigem maior atenção no que diz respeito a cuidados alimentares e à interação com animais. Apesar disso, também no Norte da Europa surgem perigos, como a encefalite associada a carraças.
A medicina do viajante está em constante evolução, alertou. A prevalência de doenças varia entre países, gerando novos desafios. Entre os temas recentes destacam-se mpox, resistência aos antibióticos e infeções sexualmente transmissíveis, face ao aumento do turismo sexual.
Sobre o hantavírus, citado no surto que envolveu o navio Hondius, a professora do IHMT disse que não representa uma grande ameaça para a medicina do viajante, pelas características do vírus. Ainda assim, a consulta deve esclarecer viajeros sobre o tema.
A mesa-redonda do IHMT NOVA reúne especialistas de várias áreas para debater os novos riscos das viagens e o impacto da mobilidade global na prática clínica, no diagnóstico e na prevenção.
O IHMT mantém disponíveis consultas do viajante, bem como atendimento de medicina tropical e dermatologia tropical, para a população.
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