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Estudo reforça ligação entre Epstein-Barr e esclerose múltipla

Estudo do Instituto Karolinska sustenta que o vírus Epstein-Barr pode causar esclerose múltipla, através de células T que atacam ANO2

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Quase três milhões de pessoas no mundo têm esclerose múltipla
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  • Estudo do Instituto Karolinska reforça a ligação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla (EM).
  • Aproximadamente três milhões de pessoas no mundo vivem com EM, doença inflamatória crónica sem cura.
  • O mecanismo envolve mimetismo molecular: células T que atacam o vírus EBV podem também atacar a proteína cerebral ANO2.
  • As células T com estas reações cruzadas são mais comuns em pessoas com EM do que em saudáveis; estudos em ratos mostraram danos cerebrais semelhantes.
  • Os investigadores sugerem que uma vacina contra EBV ou antivirais específicos podem ajudar a prevenir ou tratar EM, ainda sem confirmação clínica.

O Instituto Karolinska, na Suécia, publicou uma investigação que aponta uma ligação entre o vírus Epstein-Barr (EBV) e a esclerose múltipla (EM). O estudo foi divulgado na revista Cell e sugere que a resposta imunitária ao EBV pode danificar o cérebro.

A EM é uma doença inflamatória crónica, sem cura, que afeta o sistema nervoso central. Cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a EM. Muitos já tiveram mononucleose infecciosa, causada pelo EBV, embora o mecanismo da progressão não esteja claro.

Os investigadores mostraram que, durante a resposta ao EBV, certas células T podem confundir proteínas do corpo com as do vírus, atacando também a proteína ANO2 do cérebro. Este fenómeno é conhecido como mimetismo molecular.

Mimetismo e diferenças entre pacientes

As células T com reações cruzadas foram mais frequentes em pessoas com EM do que em indivíduos saudáveis. Olivia Thomas, autora principal do estudo, ressalta que as respostas imunitárias ao EBV podem danificar o cérebro na EM.

Foram analisadas amostras de sangue de pessoas com EM e de controlo saudável. A equipa conseguiu isolar células T que reagem a EBNA1, uma proteína do EBV, e a ANO2, proteína cerebral. Ensaios em ratos também indicaram danos cerebrais associados.

Os resultados ajudam a explicar por que alguns indivíduos desenvolvem EM após infeção por EBV e outros não. O trabalho reforça a hipótese de uma causalidade parcial entre EBV e EM.

Perspetivas futuras e limitações

Os autores apontam que não existe, ainda, uma forma eficaz de prevenir ou tratar a infeção por EBV. A investigação sugere que uma vacina contra EBV ou antivirais específicos podem eventualmente reduzir o risco de EM. As implicações permanecem em investigação.

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