- Morreu esta quinta-feira, aos 90 anos, o escritor e jornalista Mário Zambujal.
- Nascido em Moura, em 1936, destacou-se no jornalismo em títulos como Diário de Notícias, A Bola e Diário de Lisboa.
- Em 1980 publicou Crónica dos Bons Malandros, romance que ganhou popularidade e foi adaptado ao cinema por Fernando Lopes, além de inspirar uma série televisiva.
- Manteve uma forte ligação à rádio e à televisão, destacando-se no programa Pão com Manteiga.
- Recebeu o Prémio Gazeta de Mérito e é reconhecido pela abordagem humorística e humana à sociedade.
Mário Zambujal, escritor e jornalista, morreu esta quinta-feira aos 90 anos. A notícia confirma o falecimento de uma das vozes mais distintas da cultura portuguesa contemporânea, com uma carreira que abrangeu literatura, jornalismo, rádio e televisão.
Nascido em Moura, em 1936, Zambujal iniciou-se no jornalismo ainda jovem, passando por redações como Diário de Notícias, A Bola e Diário de Lisboa. Dirigiu o Tal & Qual e a Se7e, destacando-se na crónica desportiva e na crítica social com humor subtil.
Entre romances e crónicas, consolidou-se como autor de destaque. Em 1980 publicou Crónica dos Bons Malandros, obra que ganhou popularidade e foi adaptada ao cinema por Fernando Lopes, além de ter gerado uma série de televisão.
A sua bibliografia inclui títulos como Histórias do Fim da Rua, À Noite Logo Se Vê, Já Não Se Escrevem Cartas de Amor e Últimas Notícias do Paraíso. Também marcou presença na rádio, com o programa Pão com Manteiga, e em várias intervenções televisivas.
Mantinha uma postura discreta, preferindo apresentar-se como alguém que gosta de contar histórias. A frase “O meu maior prazer é estar em paz” tornou-se célebre entre quem acompanhou o seu trabalho. Zambujal recebeu várias distinções, incluindo o Prémio Gazeta de Mérito.
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