- Morreu, aos 90 anos, o jornalista e escritor Mário Zambujal, numa quinta-feira.
- Ficou conhecido pela obra Crónica dos Bons Malandros (1980) e pela carreira na RTP, rádio e imprensa, incluindo cargos de direção em vários diários e revistas.
- Desenvolveu uma carreira literária prolífica, com múltiplos romances e trabalhos de humor, cuja Crónica inspirou filme de Fernando Lopes (1984) e séries/obra musical.
- Foi figura central do jornalismo em Portugal, tendo atuado também em programas de televisão e rádio, além de ser coautor de paródias e guiões de séries.
- Foi distinguido com a Ordem do Infante D. Henrique (1984), Medalha de Mérito Cultural (2016), mural em Lisboa (2022) e, em 2025, recebeu o prémio Gazeta de Mérito do Clube de Jornalistas.
Mário Zambujal, jornalista e escritor, morreu nesta quinta-feira aos 90 anos. O autor da Crónica dos Bons Malandros ficou conhecido pela ficção de humor e pela presença marcante na rádio e na televisão portuguesas.
Zambujal estreou-se na literatura em 1980 com Crónica dos Bons Malandros, quando já contava uma carreira vasta no jornalismo. Ao longo da vida dirigiu e trabalhou em vários meios, incluindo O Século, Mundo Desportivo, A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, além de ser o primeiro diretor do semanário Se7e.
Trajetória e impacto
Ao longo de décadas, o jornalista manteve uma presença multifacetada. Participou em programas de rádio como Pão com Manteiga, na Rádio Comercial, e integrou equipas da RTP em televisão, designadamente em Domingos Desportivo, Grande Encontro e outros formatos de desporto e cultura. Escreveu dezenas de obras, entre romances, coletâneas de contos e paródias, influenciando gerações de leitores e profissionais.
Nascido em Moura, em 1936, Zambujal viveu a infância no Alentejo e mais tarde fixou-se em Lisboa, onde consolidou a carreira jornalística. A sua obra literária abrange títulos desde Histórias do Fim da Rua até Romão e Juliana, com uma produção contínua que se estende por várias décadas.
Legado
Entre reconhecimentos oficiais, ficou-lhe a visão de jornalismo como serviço público. Em entrevistas disse defender a liberdade de escrita e o equilíbrio entre humor e crítica social. O Clube dos Jornalistas destacou, em vida, a sua longa trajetória na comunicação social. A família não divulgou informações sobre o funeral.
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