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Bé: notícia ainda não detalhada

Rendas antigas, obra de artesãs invisíveis, reclamam memória e presença; a história de Bó Bé persiste nas casas como símbolo de gentileza

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  • O texto aborda as rendas como expressão da história e do papel das mulheres, preservando memórias no lar.
  • As rendas são vistas como obras de arte, mais que utilitárias, símbolos de gentileza e beleza que acompanham a vida familiar.
  • O narrador recebeu no Natal duas toalhas de banho com rendas antigas da Bó Bé, valorizando-as como presença e companhia.
  • A Bó Bé é apresentada como uma mulher com mais de noventa anos, cuja graça e doçura ficam ligadas às rendas.
  • O objetivo é manter a sua companhia por muito tempo, desejando que a presença dela se mantenha para sempre.

Enternece o silêncio que envolve as rendas, uma arte tradicional mantida pelas mulheres ao longo da história. A narrativa descreve o papel dessas peças no quotidiano e na memória familiar, destacando a ligação entre objetos, gente e cultura. A autora remete para o cuidado e a utilidade social das rendas, muitas vezes invisíveis.

No texto, as rendas aparecem como testemunhos de uma história coletiva. São descritas como obras de arte que, embora sem nome, carregam a memória de avós, mães, tias e irmãs. A casa transforma-se num espaço onde decoro, pudor e elegância coexistem com a função prática dos objetos têxteis.

Bó Bé: uma figura central nas rendas

A narradora relata ter recebido, no Natal, duas toalhas de banho com rendas antigas da Bó Bé. Revela que não as colocaria ao serviço diário, preferindo mantê-las como companhia e símbolo de uma espiritualidade associada aos objetos. A relação com as rendas é apresentada como uma forma de ligação afetiva.

O texto reforça que as rendas representam a gentileza e alegria de quem as fez. A Bó Bé é descrita como alguém de grande beleza, cuja presença continua a acompanhar a autora, mesmo com o tempo. A memória da artesã é apresentada como parte essencial da identidade ligada às casas e às pessoas.

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