- O projeto IndusTour, financiado pela União Europeia, envolve seis regiões de seis países europeus para promover turismo em zonas industriais e aliviar a sobrelotação.
- Representantes do Interreg reuniram-se na República Checa para discutir visitas a instalações industriais como atracções turísticas, com visitas guiadas gratuitas em várias línguas.
- A Hyundai em Nošovice, Morávia-Silésia, é exemplo: fábrica com mais de 2.900 trabalhadores, produção diária de cerca de 1.500 automóveis e visitas guiadas gratuitas.
- As visitas são feitas a grupos de cerca de 35 pessoas num comboio elétrico, têm duração de uma a uma hora e meia, ocorrem três dias por semana e decorrem em inglês, alemão, francês, polaco e espanhol.
- Dolní Víktovice, antiga siderurgia em Ostrava, foi reaberta ao público e, no ano passado, ultrapassou 1,7 milhões de visitantes, integrando museu, espaços culturais e tecnológicos.
O turismo industrial ganha impulso na Europa com o projeto IndusTour, que visa promover visitas a zonas industriais em seis regiões de seis países. Mais de 30 representantes reuniram-se no final de abril, na República Checa, para discutir práticas que reduzam a sobrelotação turística em cidades como Praga e Veneza.
O objetivo é oferecer uma experiência ligada à comunidade local e à história dessas áreas, sem abandonar a sustentabilidade. Autores e autoridades do setor debateram como atrair viajantes de forma mais madura, com visitas a instalações industriais e museus temáticos.
IndusTour: foco e impacto
A Morávia-Silésia, região industrial da República Checa, é pioneira no turismo neste setor. A Hyundai opera a fábrica de Nošovice, uma das 14 unidades da marca global, com mais de 500 robôs e cerca de 2.900 trabalhadores.
A fábrica produz 1.500 automóveis diários e oferece visitas guiadas gratuitas com duração entre 60 e 90 minutos, em vários idiomas. Grupos costumam ter cerca de 35 pessoas, transportadas por um comboio elétrico dentro do complexo.
Barbora Hermanová, responsável de Relações Públicas da Hyundai Czechia, adianta que quase 9 mil pessoas participaram nas visitas públicas no último ano, num esforço para mostrar o orgulho da marca, que não funciona como concessionário.
Dolní Vítkovice, em Ostrava, simboliza a transformação de uma siderurgia encerrada em 1998. O espaço reabriu ao público com uma oferta educativa e turística, incluindo eventos, museu, centro tecnológico e a Torre Bolt de 80 metros.
Lucia Foltínková, responsável pela experiência turística, aponta que Dolní Vítkovice registou no último ano mais de 1,7 milhões de visitantes, reflectindo o sucesso do polo cultural ligado à indústria.
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