- Dois clássicos da literatura—Lazarillo de Tormes (autor anónimo) e Robinson Crusoe (Daniel Defoe)—repercutem em Portugal com novas edições.
- As obras remontam ao século XVII e seguem as aventuras de um jovem mendigo e de um náufrago isolado numa ilha.
- Refletem um tempo em que a literatura parecia maior que a vida e onde o desejo de poder era transportado para cenários extremos.
- Os volumes foram republicados em simultâneo, afirmando o estatuto de «clássicos» no panorama literário.
- Lazarillo de Tormes é apresentado como narrado por quem quis permanecer anónimo, enquanto Robinson Crusoe é a obra de Defoe.
Dois clássicos da literatura mundial foram republicados em Portugal, reunindo obras de épocas distintas. Lazarillo de Tormes, de autor anónimo, e Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, voltam a ganhar edição no mercado lusitano. As obras aparecem em simultâneo, reforçando a importância histórica e literária de ambas no panorama português recente.
Lazarillo de Tormes, narrada por um protagonista que se apresenta como um jovem mendigo, insere-se numa tradição de crítica social que marca o século XVI. Robinson Crusoe, aventura de um náufrago isolado numa ilha, representa a epopeia de sobrevivência e a reinvenção do eu num contexto do século XVII. As duas obras estão entre os pilares da literatura de viagens e de formação do leitor.
Publicação e contexto editorial
As republicações chegam em Portugal num momento de renovação do catálogo de clássicos internacionais.
Ambas as obras são apresentadas como referência de estilos narrativos contrastantes: a sátira e a crítica social em Lazarillo; a ficção de descoberta e a autonomia individual em Crusoe. A edição portuguesa pretende manter a integridade histórica de cada texto, sem modificar o conteúdo original.
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