- O antigo estabelecimento prisional de São Pedro do Sul passou a Centro de Desenvolvimento Cultural e Inovação Social, integrando a biblioteca municipal desde 21 de fevereiro de 2025.
- Mantém-se uma cela da ala masculina para preservar a memória, simbolizando a mudança de espaço de prisão para cultura e conhecimento.
- O edifício foi inaugurado como prisão em 1946, no tempo do Estado Novo, funcionou até cerca de 2003 e agora acolhe atividades culturais e a biblioteca.
- O clube de xadrez realiza-se às quartas-feiras e aos sábados, com até dez tabuleiros, aberto a todas as idades e com orientação de um professor voluntário, Nuno Barros.
- Além do xadrez, há a oficina Linhas, Pontos e Forma Visual, o clube de leitura mensal e a Universidade Sénior que utiliza a biblioteca; há participação de pessoas de outras localidades.
O antigo estabelecimento prisional de São Pedro do Sul passou a funcionar, desde 21 de fevereiro de 2025, como Centro de Desenvolvimento Cultural e Inovação Social, integrando a biblioteca municipal. O objetivo é preservar a memória histórica e promover o acesso ao conhecimento.
Antes, o espaço servia de prisão e, ao longo dos anos, foi ganhando nova função pública. A mudança permitiu manter uma cela da ala masculina como memória, ao mesmo tempo que o edifício acolhe atividades culturais, leitura e eventos comunitários.
História e função atual
Segundo Eduardo Nuno Oliveira, técnico superior da Câmara Municipal, o edifício foi inaugurado como prisão na década de 1940, sob o Estado Novo, para substituir uma cadeia antiga no piso inferior. O espaço funcionou como prisão até cerca de 2003, quando foi desativado e transformado em centro cultural com biblioteca.
A biblioteca ocupa áreas antes dedicadas à detenção, com a sala de leitura conectada a uma sala multiusos onde decoram atividades regulares. O conjunto mantém a ideia de espaço público de convivência, estudo e participação cívica.
Clubes e atividades
O clube de xadrez realiza-se às quartas e aos sábados, com dez tabuleiros para pares, sempre cheios de gente à espera. O programa acolhe adultos e crianças que sabem ler e escrever, sem necessidade de inscrição prévia. Um professor voluntário orienta as regras e o jogo.
A sala multiusos também acolhe oficinas criativas, como Linhas, Pontos e Forma Visual, com trabalhos manuais abertos a toda a comunidade. Crianças acompanham os pais quando necessário por questões de segurança com agulhas e tesouras. A biblioteca mantém ainda um clube de leitura mensal e aulas da Universidade Sénior.
Comunidade e visitantes
Entre os utilizadores destaca-se o interesse de famílias e visitantes de outras localidades que substituem salas abertas por atividades produtivas na biblioteca. Um casal de visitantes afirmou que o espaço ganhou dignidade e funcionalidades anteriormente inexistentes.
Na sessão intensiva, famílias com crianças participam ativamente, incluindo atividades de xadrez em que aprendizes são ensinados por quem já domina o jogo. O movimento cultural do antigo espaço prisional reforça o vínculo entre memória local e participação cívica.
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