- A Câmara do Porto aprovou, com abstenção do Chega e votos contra do PS, arrendar um edifício na Rua do Almada por 13 mil euros mensais para iniciar uma rede municipal de centros artísticos.
- O espaço de 630 metros quadrados, distribuído por três pisos, prevê uma sala polivalente, uma sala neutra e três estúdios para residências e trabalho artístico, com disponível para início imediato após pequenas obras de conservação.
- O imóvel, que foi casa da Mala Voadora, estava avaliado em 2,67 milhões de euros; o proprietário negociou o arrendamento a menos de 19 mil euros mensais, ficando o contrato por cinco anos.
- A proposta surge para colmatar a escassez de espaços de criação no Porto e para reforçar o ecossistema artístico, respondendo a uma lacuna na sobrelotação do campus Paulo Cunha e Silva.
- O PS questionou a gestão e custos de adaptação, sugerindo outros locais devolutos (como Ramalho Ortigão e Pires de Lima) e levantando dúvidas sobre o tempo de implementação; o próprio vereador da Cultura descreveu o acordo como vantajoso para o município.
A Câmara do Porto avançou com a criação de uma rede municipal de centros artísticos, iniciando pela Rua do Almada. O espaço, avaliado em perto de 2,67 milhões de euros, será arrendado por 13 mil euros mensais por cinco anos. O imóvel foi escolhido pela disponibilidade de áreas técnicas para criação e residência artística.
O edifício de três pisos, com 630 metros quadrados, fica entre 277 e 283 da Rua do Almada. A proposta surgiu no âmbito do reconhecimento de falta de espaços adequados para residências artísticas na cidade e da necessidade de reforçar as condições do ecossistema cultural. A decisão foi anunciada na reunião pública da Câmara.
Acompanham o projeto dois espaços de uso diverso: uma sala polivalente, uma sala neutra e três estúdios para residência e trabalho artístico. A câmara considerou o arrendamento uma solução rápida que não exige obras de reabilitação profundas.
Controvérsia e próximos passos
Francisca Carneiro Fernandes, do PS, pediu a suspensão da proposta para robustecer o projeto, levantando dúvidas sobre custos de adaptação, disponibilidade e gestão do espaço. Manuel Pizarro também manifestou reservas, sugerindo que o município poderia usar edifícios devolutos existentes, como escolas, o que prolongaria o processo por anos.
Jorge Sobrado defende o contrato como um “bom acordo” para o município, alegando que o valor de arrendamento está abaixo do mercado e que o espaço permite começar a rede sem obras estruturais relevantes. Não há data definida para o arranque, mas o responsável assegura que o espaço está apto a uso com apoios mínimos de conservação.
A proposta foi aprovada com a abstenção do Chega e voto contra do PS, refletindo um debate entre rapidez de implementação e cautela na gestão de recursos públicos. A iniciativa insere-se no plano de reforçar o ecossistema criativo portuense, com o modelo de gestão semelhante ao do polo Paulo Cunha e Silva.
Entre na conversa da comunidade