- O último edifício ainda não restaurado do campo de Struthof tem a cozinha sob monitorização arqueológica, neste restauro com conclusão prevista para final de 2027.
- As escavações visam revelar vestígios na arquitetura e objetos que ajudem a reinterpretar a história deste barracão, construído em 1942 para a alimentação dos deportados.
- O campo, na Alsácia, recebeu cerca de 50 mil deportados de mais de 30 nacionalidades; 17 mil morreram durante o período de 1941 a 1944.
- Entre os vestígios já encontrados estão grandes recipientes de cimento usados para lavar jarros de sopa de 50 kg, além de fragmentos como botões, couro e um pente.
- O trabalho, coordenado pelo Centro Europeu dos Membros Deportados da Resistência (CERD), faz parte de um esforço para preservar o memorial e abrir o espaço ao público após o restauro.
O campo de concentração de Natzweiler-Struthof, na Alsácia, continua a ser objeto de escavações arqueológicas inéditas durante o restauro do último edifício não restaurado. A cozinha, construída em 1942 pelos deportados, é o foco das intervenções.
O barracão de madeira, usado como cozinha, é o único deste tipo preservado no complexo. Ali se preparavam sopas claras acompanhadas de pão ou sumo de cevada para os prisioneiros. O bloco também funcionou como armazém ao longo do tempo.
As escavações visam abrir ao público o espaço até ao fim de 2027, como parte de um programa de memória e preservação. O objetivo é permitir aos visitantes compreender as condições de vida no campo.
Segundo o CERD, o Centro Europeu dos Membros Deportados da Resistência, as intervenções incluem monitorização arqueológica durante o restauro. O foco está na restauração das tábuas e na preservação do espaço.
Entre as descobertas já efetuadas, destacam-se vestígios sob o soalho: frasco de vidro, botões, fragmentos de couro, um pente e um vale de água. Também foi encontrado um papel amarelado com tinta desbotada.
Um fragmento de papel pertence a um prisioneiro do pós-guerra condenado a trabalhos forçados por colaboração. A arqueologia continua a explorar o interior para revelar objetos e traços da história do edifício.
Ainda não surgiram vestígios concretos do período do campo de concentração, mas os investigadores mantêm a expectativa de novas descobertas. A equipa procede a uma leitura cuidadosa do espaço entre as divisórias.
O processo envolve retirar as tábuas, numerá-las e restaurá-las, para as devolver aos lugares originais. A investigação também observa ninhos de vespas e materiais isolantes entre as paredes.
Os responsáveis destacam que o trabalho de restauro é parte de um esforço de preservação de memoriais. Acreditam que os vestígios ajudam a contar as múltiplas histórias do edifício desde 1942.
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