- Restos mortais descobertos durante obras na igreja de São Pedro e São Paulo, em Maastricht, sugerem pertencer a Charles de Batz de Castelmore, conhecido como D’Artagnan.
- O esqueleto apresenta indícios como enterro sob o altar, uma bala na ossatura e uma moeda de 1660, associados ao mosqueteiro que serviu o rei Luís XIV.
- O D’Artagnan de Dumas inspirou o romance Os Três Mosqueteiros; o Castelmore real teria morrido no Cerco de Maastricht, em 1673.
- As análises de ADN deverão confirmar a identidade, comparando o ADN da mandíbula com descendentes do soldado francês.
- O diácono Jos Valke informou a imprensa sobre as descobertas, com o arqueólogo Wim Dijkman a acompanhar o processo.
Dois aços de restauração numa igreja de Maastricht levaram à descoberta de um esqueleto sob o pavimento, identificado como possivelmente pertencente a Charles de Batz de Castelmore, o D’Artagnan que inspirou Os Três Mosqueteiros. A hipótese baseia-se na localização e nos artefactos encontrados, ainda a serem confirmados por análises forenses.
O achado ocorreu durante obras de reparação na igreja de São Pedro e São Paulo, quando se abriram lajes do chão. O diácono Jos Valke descreveu ter ficado em silêncio ao encontrarem o osso, e mencionou indícios que sugerem uma ligação com o rei Luís XIV. Entre os achados estão uma bala e uma moeda de 1660 no sepulcro.
Valke contactou Wim Dijkman, arqueólogo de Maastricht, que tem dedicado parte da carreira ao estudo da vida de D’Artagnan. O arqueólogo aponta que a investigação está a avançar com rigor, procurando garantir a maior certeza possível de que se trata do mosqueteiro morto nas proximidades de Maastricht.
Análise de ADN
As autoridades esperam comparar o ADN extraído de um osso da mandíbula com o de descendentes conhecidos do soldado francês. O objetivo é confirmar de forma conclusiva a identificação do esqueleto.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre a data exata da morte ou sobre a dação de restos, mantendo-se o procedimento apenas com o objetivo de esclarecer a origem do esqueleto sem conclusões prematuras. As conclusões dependem do sucesso das análises de ADN.
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