- João Paulo Feliciano apresenta nova exposição na Galeria Cristina Guerra, em Lisboa, dez anos depois da sua última mostra individual.
- A mostra reúne uma seleção notável de novas peças em pintura e escultura.
- Ao entrar na galeria, a sensação é de contemplar obras de pintura e escultura.
- As peças remetem a referências icónicas do século XX, como a pop art e as abstrações geométricas do pós-Segunda Guerra Mundial.
- Alguns trabalhos lembram o estilo de Mondrian, em Broadway Boogie Woogie, pintado entre 1942 e 1943.
João Paulo Feliciano apresenta numa galeria lisboeta novas peças, dez anos após a sua última exposição individual, na Galeria Cristina Guerra. A mostra reúne uma seleção de trabalhos recentes sem ligar a um tema único, evidenciando uma evolução no modo de construir a partir de recursos quase inexistentes.
Ao entrar no espaço da galeria, a primeira impressão é de uma exposição de pintura e escultura. As obras sugerem uma leitura de memória, associando-se a referências históricas da arte do século XX, como a pop art e várias abstracções, tanto geométricas como mais livres.
A relação com movimentos de referência contemporiza a leitura da exposição. A presença de elementos que remetem a uma abordagem pós-Segunda Guerra Mundial reforça a ideia de diálogo com a história da arte, incluindo alusões a obras de Mondrian e ao conceito de Broadway Boogie Woogie.
Contexto e influências
As peças expostas parecem procurar um ponto de encontro entre tradição e experimentação, num registo que utiliza materiais e técnicas com recurso mínimo. A curadoria destaca a intensidade do desenho de Feliciano e a forma como o artista reconstrói a linguagem visual a partir de espaços reduzidos.
Os trabalhos evidenciam uma leitura plástica que privilegia a autonomia da peça, sem depender de um único suporte. A exposição oferece aos visitantes uma passagem entre referências históricas e a prática atual do artista, numa linha que privilegia a clareza da forma.
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