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Arte latino-americana na ARCOmadrid: escravatura, colonialismo e ecologia

ARCOmadrid expõe arte latino-americana centrada em escravatura, colonialismo e ecologia; Ana Amorim regista, a cada noite, um mapa dos locais visitados

National Times, instalação da argentina Agustina Woodgate sobre o trabalho como prisão, foi levada em 2019 à Bienal do Whitney, em Nova Iorque
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  • Na 45.ª edição da ARCOmadrid, destacam-se Agustina Woodgate, Ana Amorim, Antonio Romero, Camila Rodríguez Triana e Miguel Cinta Robles.
  • Ana Amorim, artista conceptual brasileira, desenha todos os dias, à noite, um mapa rudimentar dos locais por onde passou naquele dia.
  • Este hábito começou como trabalho de mestrado e evoluiu para o projeto de uma vida, ganhando ao longo dos anos uma carga política cada vez mais evidente.

A filha da arte latino-americana volta a ocupar a ARCOmadrid na sua 45.ª edição, com foco em escravatura, colonialismo e ecologia. Artistas como Agustina Woodgate, Ana Amorim, Antonio Romero, Camila Rodríguez Triana e Miguel Cinta Robles destacam-se entre os nomes mais referenciados.

A ARCOmadrid acontece na cidade de Madrid, com programação que privilegia obras contemporâneas de várias regiões. A mostra aborda, entre outros temas, as ligações históricas entre o colonialismo e as práticas artísticas atuais, procurando contextualizar a produção latino-americana.

Ana Amorim, artista conceptual brasileira, chama a atenção pela sua prática diária. Todas as noites, revela, de forma quase ritual, um mapa rudimentar dos sítios visitados nesse dia, numa prática que já dura quase quatro décadas e que ganhou uma leitura política mais marcada com o tempo.

Contexto

Entre os nomes citados, destacam-se atividades e séries que exploram a relação entre territórios, movimento humano e ecologia, refletindo sobre heranças históricas e impactos contemporâneos. A curadoria acompanha a afirmação de uma produção com agenda social.

Perspetivas e impactos

Fontes da organização indicam que a mostra pretende situar artistas latino-americanos no eixo da discussão global sobre colonialismo e sustentabilidade. A programação inclui debates, visitas guiadas e apresentações públicas vinculadas aos temas centrais.

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