- Helena Ramos, nascida em São Paulo em 1999, apresenta duas facetas na exposição A Vida das Abelhas no Museu de Serralves, no Porto, até 5 de Abril.
- A mostra em Serralves revela imagens de coisas, paisagens e gestos captados pela sua objectiva.
- A vencedor do Prémio Novo Banco Revelação 2025 explora uma prática mais abstrata e material na exposição az-zahr, na Kubikgallery, em Lisboa, até 21 de Março.
- Em Lisboa, a exposição sugere que se está perante duas perspetivas da artista, uma ligada ao registo objetivo e outra aos acidentes do processo de produção.
- O conjunto de trabalhos mantém o enquadramento afetivo da obra, sem abandonar a clareza e a proximidade com o leitor.
A fotógrafa Helena Ramos apresenta dois sentidos diferentes da sua prática no verão cultural português. Em Serralves, no Porto, a exposição A Vida das Abelhas inscreve-se no âmbito do Museu de Serralves e permanece até 5 de Abril, destacando uma leitura mais contida da realidade, centrada em imagens que captam coisas, paisagens e gestos com uma abordagem quase poética. Em Lisboa, a mostra az-zahr chega à Kubikgallery e prolonga-se até 21 de Março, oferecendo uma visão mais experimental e processual do processo criativo.
A mostra em Serralves revela o trabalho que venceu o Prémio Novo Banco Revelação 2025, evidenciando uma linguagem fotográfica que lê o mundo de forma pausada. As imagens parecem capturar instantes fugazes e tendem a transformar o comum em objeto de contemplação. A curadoria aposta numa leitura linear de paisagens e gestos, sem prescindir da intimidade emocional da autora.
Em Lisboa, a Kubikgallery serve de palco a uma outra leitura da produção fotográfica. Aqui, Helena Ramos revela “acidentes” gerados no decorrer da criação das imagens, adicionando camadas de materialidade e acaso ao trabalho. A exposição enfatiza o processo, tornando visíveis os momentos de experimentação que ocorrem antes da imagem final.
Kubikgallery: az-zahr
Na Kubikgallery, a curadoria destaca a relação entre o objeto fotográfico e o acaso, trazendo uma dimensão mais táctil à prática. A mostra permanece até 21 de Março e convida o público a observar como os imprevistos moldam os resultados visuais. A narrativa conjunta das duas exposições oferece um panorama amplo sobre a versatilidade da autora.
Entre na conversa da comunidade