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Ex-líder do SNP condenado por desviar mais de 400 mil libras

Ex-diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP) é condenado a cinco anos e três meses por desvio de mais de 400 mil libras, usando contabilidade enganosa e compras de luxo

Peter Murrell, antigo diretor executivo do SNP, ao centro, chega ao Tribunal Superior de Edimburgo, na Escócia, segunda-feira, 25 de maio de 2026
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  • Peter Murrell, antigo diretor executivo do Partido Nacional Escocês, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar mais de 400 mil libras dos fundos do SNP, (ex-marido da ex-primeira ministra da Escócia, Nicola Sturgeon).
  • A polícia tomou conhecimento de irregularidades nas finanças do SNP em março de 2021, e a investigação prosseguiu após novas queixas, com busca à casa de Murrell a 5 de abril de 2023.
  • Os procuradores indicam que Murrell, com controlo sobre a conta principal do SNP, utilizou-a entre agosto de 2010 e outubro de 2022 para compras de luxo, registando receitas e despesas com descrições contáveis enganosas.
  • Entre as compras encontram-se dois relógios de luxo (9.350,25 libras no total), uma máquina de café (3.231,90 libras), artigos Montblanc (24.342,60 libras) e uma autocaravana (124.550 libras).
  • O diretor executivo do SNP entre 2001 e 2023, Stuart Houston, afirmou que a sentença demonstra que ninguém fica impune quando viola a lei e trai a confiança de quem o rodeia.

Peter Murrell, antigo diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP) e ex-marido da ex-primeira ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar mais de 400 mil libras de fundos do partido.

A polícia recebeu uma denúncia sobre gestão irregular das finanças do SNP em março de 2021. Após novas queixas, foi aberta uma investigação que culminou na detenção de Murrell, em 5 de abril de 2023, e na sua condenação.

Murrell, de 61 anos, utilizou a conta bancária principal do SNP para adquirir bens de luxo entre agosto de 2010 e outubro de 2022. Registou receitas e despesas com descrições contábeis enganadoras, através do software do partido.

Entre as compras destacam-se dois relógios de luxo, uma máquina de café, artigos Montblanc e uma autocaravana, totalizando valores significativos acima de 250 mil libras. O período de crimes abrange mais de uma década.

Murrell foi diretor executivo do SNP durante 22 anos, até 2023, assumindo o controlo das operações diárias do partido no poder na Escócia. A investigação foi dirigida pelo corpo policial da Escócia.

A autoridade policial salientou que a sentença demonstra que violação de leis e desvio de fundos não ficam impunes, independentemente do cargo ocupado. A instituição reforçou a gravidade do comportamento e a violação de confiança pública.

Stuart Houston, chefe-adjunto da Polícia da Escócia, destacou que Murrell ocupava uma posição de privilégio na vida pública e que as ações dele revelam desprezo pela confiança depositada pelos apoiantes e pela organização.

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