- Peter Murrell, antigo diretor executivo do Partido Nacional Escocês, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar mais de 400 mil libras dos fundos do SNP, (ex-marido da ex-primeira ministra da Escócia, Nicola Sturgeon).
- A polícia tomou conhecimento de irregularidades nas finanças do SNP em março de 2021, e a investigação prosseguiu após novas queixas, com busca à casa de Murrell a 5 de abril de 2023.
- Os procuradores indicam que Murrell, com controlo sobre a conta principal do SNP, utilizou-a entre agosto de 2010 e outubro de 2022 para compras de luxo, registando receitas e despesas com descrições contáveis enganosas.
- Entre as compras encontram-se dois relógios de luxo (9.350,25 libras no total), uma máquina de café (3.231,90 libras), artigos Montblanc (24.342,60 libras) e uma autocaravana (124.550 libras).
- O diretor executivo do SNP entre 2001 e 2023, Stuart Houston, afirmou que a sentença demonstra que ninguém fica impune quando viola a lei e trai a confiança de quem o rodeia.
Peter Murrell, antigo diretor executivo do Partido Nacional Escocês (SNP) e ex-marido da ex-primeira ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desviar mais de 400 mil libras de fundos do partido.
A polícia recebeu uma denúncia sobre gestão irregular das finanças do SNP em março de 2021. Após novas queixas, foi aberta uma investigação que culminou na detenção de Murrell, em 5 de abril de 2023, e na sua condenação.
Murrell, de 61 anos, utilizou a conta bancária principal do SNP para adquirir bens de luxo entre agosto de 2010 e outubro de 2022. Registou receitas e despesas com descrições contábeis enganadoras, através do software do partido.
Entre as compras destacam-se dois relógios de luxo, uma máquina de café, artigos Montblanc e uma autocaravana, totalizando valores significativos acima de 250 mil libras. O período de crimes abrange mais de uma década.
Murrell foi diretor executivo do SNP durante 22 anos, até 2023, assumindo o controlo das operações diárias do partido no poder na Escócia. A investigação foi dirigida pelo corpo policial da Escócia.
A autoridade policial salientou que a sentença demonstra que violação de leis e desvio de fundos não ficam impunes, independentemente do cargo ocupado. A instituição reforçou a gravidade do comportamento e a violação de confiança pública.
Stuart Houston, chefe-adjunto da Polícia da Escócia, destacou que Murrell ocupava uma posição de privilégio na vida pública e que as ações dele revelam desprezo pela confiança depositada pelos apoiantes e pela organização.
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