- A Polícia Judiciária desmantelou, em dezembro do ano passado, a rede criminosa “Operação Balaclava”, composta por 19 operacionais violentos.
- O grupo atacava vendedores de carros topo de gama que anunciavam os veículos na internet, nomeadamente no OLX.
- Os assaltantes faziam-se passar por inspetores da Judiciária, entravam nas moradas da Grande Lisboa e arrombavam-nas com armas em punho.
- Em minutos, saqueavam milhares de euros às vítimas, deixando-as em estado de choque.
- O primeiro roubo ocorreu a 14 de maio de 2024; a vítima, um empresário, tinha colocado o carro à venda por 31 mil euros.
A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou, na operação Balaclava, uma rede criminosa que atacou nove habitações na Grande Lisboa em pouco mais de um ano. A investigação aponta que 19 intervenientes formaram o grupo, apelando a um esquema de furtos com violência. A operação ocorreu em dezembro do ano passado, segundo o Ministério Público.
Os suspeitos atuavam em conjunto com vendedores de automóveis de luxo que anunciavam online, sobretudo no OLX. Apenas após a venda, os criminosos se deslocavam às moradas das vítimas, encapuzados e com crachás que simulavam funções de inspetores da Judiciária. Os ataques começavam com abordagens rápidas às portas, gerando intimidação.
Segundo o MP, os assaltos resultaram em perdas significativas, com os criminosos a apoderarem-se de somas elevadas em minutos. A operação permitiu identificar 19 operacionais violentos e desmantelar o grupo, impedindo novas ações. As investigações continuam para localizar todos os elementos envolvidos.
Contexto e cronologia
O primeiro roubo do esquema ocorreu a 14 de maio de 2024, num caso que envolveu um empresário que vendia um veículo de alto valor. A vítima aguardava a confirmação da transação quando foi surpreendida pela equipa criminosa, que exigiu acesso à habitação.
A ação desta rede destacava-se pela coordenação entre atividades online e presenciais, aproveitando anúncios de veículos para selecionar as vítimas. As autoridades não indicam motivações políticas, apenas fins económicos a partir de roubo violento.
As autoridades salientam que não houve ferimentos graves reportados publicamente até ao momento e que a operação policial continua para desmantelar remanescentes e esclarecer a totalidade dos crimes. Fonte: Ministério Público e PJ.
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