- O director nacional da PSP, Luís Carrilho, considerou excepcional e grave o envolvimento de um chefe da PSP no grupo de extrema-direita Moviment Armilar Lusitano e garantiu total colaboração com a justiça.
- O Ministério Público acusa nove arguidos, incluindo um chefe da PSP, de crimes de terrorismo relacionados com planeamento de ações contra alvos políticos, jornalistas e académicos.
- Segundo a acusação, o grupo chegou a planear um ataque à residência oficial do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
- Carrilho afirmou que o caso deve ser tratado pelas instituições judiciais competentes e que a PSP tem um código muito rigoroso, assegurando que alegações de má conduta são investigadas.
- A acusação envolve infrações terroristas ligadas a fabrico e detenção de armas, munições e explosivos, recrutamento, financiamento do terrorismo, tráfico de armas e uso de armas fabricadas por impressão 3D.
O director nacional da PSP classificou hoje como excecional e grave o envolvimento de um elemento da própria polícia num grupo de extrema-direita. Luís Carrilho sublinhou a elevada responsabilidade dos agentes e sustentou que o órgão segue com total colaboração as instituições de justiça.
Os últimos desenvolvimentos indicam que nove arguidos, incluindo um chefe da PSP ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa, enfrentam acusações no processo relacionado com o movimento Armilar Lusitano. O MP aponta para crimes de terrorismo, envolvendo-planeamento de ações contra alvos políticos, jornalistas e académicos.
A acusação detalha ainda infrações ligadas à fabricação e detenção de armamento, bem como à aquisição, treino e apoio logístico para atividades terroristas. Segundo o MP, os arguidos procuraram durante anos dispor de meios para ações futuras, mas não chegaram a concretizar-nas.
O MAL é descrito pela investigação como um grupo neonazi que terá discutido um ataque à residência oficial do primeiro-ministro, Luís Montenegro. A averiguação aponta para recrutamento, treino e fabrico de armas, incluindo componentes produzidos por impressão 3D.
Contexto e resposta institucional
Carrilho afirmou que o caso exige tratamento pelas vias judiciais competentes, reforçando a confiança da população na PSP. O dirigente salientou que a polícia, com 159 anos de história, não permite que casos de má conduta sejam varridos para debaixo do tapete.
Envolvimento interno e coordenadas
O diretor frisou que cada alegação de conduta imprópria é reportada e investigada, para manter a credibilidade institucional. A PSP reforçou o compromisso com o funcionamento adequado das regras e com a cooperação com a justiça, sem adiantar conclusões.
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