- O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou ter ficado surpreendido ao ver na imprensa que o grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano planeou atacar a sua casa, e disse não ter sido contactado pelas autoridades.
- Montenegro explicou que a notícia chegou enquanto era possível que estivesse numa reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, e sublinhou a preocupação com a segurança da família.
- O Ministério Público acusa nove arguidos, incluindo um chefe da Polícia de Segurança Pública, de crimes de terrorismo relacionados com o MAL, que terá planeado ações contra alvos políticos, jornalistas e académicos, incluindo a residência oficial do Primeiro-Ministro.
- O chefe do Governo disse que, se houver ameaça grave, a informação deve ser partilhada de forma adequada para assegurar a proteção das pessoas, criticando a forma como foi tornada pública.
- Reiterou que a responsabilidade é dos responsáveis pela segurança esclarecer situações semelhantes, independentemente de a pessoa ser líder político ou cidadão comum.
Luís Montenegro, primeiro-ministro, afirmou que soube pelos media de planos de ataque à sua casa, promovidos pelo grupo extremista MAL. A revelação surge sem qualquer contacto prévio das autoridades. A notícia foi publicada esta sexta-feira.
O chefe do Governo disse ter sido surpreendido enquanto participava numa reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, e que a informação chegou de forma repentina, sem possibilidade de diálogo com a família. Reforçou que a proteção de cidadãos deve ser partilhada atempadamente.
Montenegro salientou que a situação envolve não apenas o primeiro-ministro, mas também a sua família, e que a notícia provocou tremenda surpresa entre a mulher e os filhos. Adiantou que a comunicação abusou do direito à informação.
A acusação do Ministério Público, divulgada na quinta-feira, envolve nove arguidos, incluindo um chefe da PSP ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa. O grupo é acusado de terrorismo, com planos de atacar alvos políticos, jornalistas e académicos.
Segundo a acusação, o MAL teria também discutido eventual ataque à residência oficial do primeiro-ministro. O Ministério Público não indicou prisões até ao momento, mantendo o caso sob investigação.
Questionado sobre a acusação, Montenegro indicou que a gravidade da ameaça exige uma resposta adequada das autoridades. Reiterou que a forma de divulgar informações deve ser cuidada para proteger os visados.
Entre na conversa da comunidade