O Movimento Armilar Lusitano (MAL) foi alvo de acusações por parte do Ministério Público, que aponta a sua participação em condutas ligadas ao terrorismo. Nove membros foram acusados, incluindo Ricardo Araújo Pereira, que consta entre os supostos alvos da lista designada como “lista dos indesejáveis”.
A acusação indica que os suspeitos identificaram e recolheram informações de personalidades políticas e sociais, algumas privadas. Além do humorista, aparecem nomes como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Cavaco Silva, Marques Mendes, Luís Montenegro, Carlos Moedas, Rui Tavares e as irmãs Mortágua, entre outros comentadores.
Origem e elementos do grupo
O MAL foi desmantelado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, em junho do ano anterior, com a detenção de líderes e de um agente da PSP em serviço na Câmara Municipal de Lisboa. A investigação possibilitou mapear a estrutura e os métodos de recrutamento.
Os procuradores apontam que os suspeitos criaram um arsenal com armas impressas em 3D e reuniam-se para testar dispositivos. Em buscas, foram encontrados explosivos, sobretudo granadas, e vídeos de atividades do grupo. As mensagens entre membros chegaram a discutir um ataque à Assembleia da República.
Acusações e cenário judicial
A procuradora Cláudia Porto, do DCIAP, sustenta que o MAL buscava formar um movimento político nacionalista de extrema-direita, apoiado por uma milícia armada. A estratégia seria recorrer à violência ideológica para enfrentar o que definem como imigração descontrolada e uma ameaça a Portugal. A acusação envolve adesão a grupo terrorista, incitamento, recrutamento, posse de arma proibida e tráfico de armas.
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