John Lowe, ex-argumentista da nova Matlock, processa a CBS Studios, Jennie Snyder Urman, Jeffrey Lieber e Nicki Renna, em tribunal da Califórnia. Ação acusa ambiente de trabalho hostil e assédio contra Lowe e outros membros negros da equipa.
Segundo a queixa, poucos dias após entrar no projeto, Lowe ouviu comentários desrespeitosos ligados ao tamanho do pé e à etnia. Também aponta que Renna comentou que o ator Eme Ikwuakor “mal sabia ler” e que, fora de horas, Lowe recebeu uma chamada de Urman na cama, com a roupa interior vestida.
O processo cita ainda que Urman permaneceu com Lowe em presença de um cão durante quase um ano, insinuando desagrado pelos filhos com a estética do pêlo negro. O alegado comentário sobre o cão ocorreu junto ao local de trabalho.
A tensão agravou-se em junho de 2025, quando Lowe perguntou sobre o reconhecimento do Juneteenth. A resposta de Urman terá sido o termo ofensivo Coonteenth. Poucas semanas depois, Lowe foi despedido, alegando retaliação pela sua postura crítica à gestão.
CBS Studios, em comunicado, afirma manter ambiente seguro e ter analisado as queixas sem encontrarem suporte para as alegações. A empresa menciona investigação interna detalhada e o compromisso com a seriedade de qualquer notícia de assédio.
Reação da indústria
Este processo surge numa altura em que, no verão, a fusão entre Paramount e Skydance abriu caminho à revisão de políticas de DEI. A Paramount detém a CBS, e a empresa tem estado sob escrutínio sobre novas diretrizes de inclusão e diversidade.
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