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Interrogatórios a suspeitos de maus-tratos a 170 idosos continuam nesta quinta

Interrogatórios a sete suspeitos de maus-tratos a 170 idosos em lares ilegais de Lousada prosseguem nesta quinta-feira, com decisão de coação ainda por anunciar

Suspeitos foram interrogados no Tribunal de Penafiel
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  • Sete suspeitos, sendo seis mulheres entre 25 e 65 anos e um homem de 60, estão a ser interrogados no Tribunal de Penafiel; as coacções não são conhecidas esta terça-feira e os interrogatórios vão prosseguir na quinta-feira.
  • Estão indiciados por quatro homicídios, associação criminosa, maus-tratos, fraude fiscal e burla, envolvendo um esquema desde 2016 de acolhimento de idosos vulneráveis em lares sem licença em Lousada.
  • O grupo converteu nove apartamentos em lares ilegais, acolhendo cerca de 170 idosos; as vítimas eram forçadas a dormir no chão, mal alimentadas, sujeitas a agressões e sem condições de higiene, assistência médica ou medicação; quatro mortes terão ocorrido por maus-tratos.
  • Nesta terça-feira, as residências foram encerradas pela GNR, com apoio de técnicos da Segurança Social, que resgataram 11 idosos, com idades entre 78 e 95 anos (nove mulheres e dois homens).
  • O esquema era liderado por Carla R., com apoio do companheiro, das filhas e de uma irmã, que arrendavam as casas e atraíam os idosos com promessa de acolhimento adequado, mas os utentes eram transferidos para casas sem condições ou licença.

O que aconteceu: interrogatórios a sete suspeitos de maus-tratos a idosos continuam esta quinta-feira no Tribunal de Penafiel. Os detidos marcaram presença nesta terça, mas as perguntas foram interrompidas ao final da tarde e vão prosseguir amanhã.

Quem está envolvido: seis mulheres, entre os 25 e os 65 anos, e um homem de 60 são acusados de quatro homicídios, associação criminosa, maus-tratos, fraude fiscal e burla. Suspeitam-se de gerir nove lares ilegais em Lousada desde 2016, com cerca de 170 idosos acolhidos.

Quando e onde: o caso envolve lares instalados em Lousada. Os interrogatórios decorrem em Penafiel e voltam a realizar-se nesta quinta-feira.

Porquê e contexto inicial: o grupo é apontado como líder Carla R., que organizava a estrutura com o apoio do companheiro, das filhas e de uma irmã. A rede aliciava famílias, alugava imóveis e criava condições inadequadas para os utentes.

Desenvolvimento

Entre 2024 e agora, as residências já tinham sido alvo de buscas da GNR. Na terça-feira, a GNR encerrou os espaços, com técnicos da Segurança Social, e resgatou 11 idosos, entre 78 e 95 anos, nove mulheres e dois homens.

A investigação indica que os idosos eram obrigados a dormir no chão, com alimentação precária, agressões e falta de higiene, assistência médica ou medicação. Quatro vítimas teriam morrido em virtude dos maus-tratos, segundo a acusação.

As diligências começaram após denúncias de familiares, de serviços sociais do Hospital Padre Américo, em Penafiel, e de técnicos da Câmara de Lousada, em setembro de 2024. Na altura não houve detenções, e a Segurança Social ordenou o encerramento imediato dos espaços.

Os detidos enfrentarão os factos em tribunal, com foco na responsabilização criminal e na reavaliação das medidas de coação a aplicar. As informações são acompanhadas pela GNR e pela Segurança Social.

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