- Dois homens foram considerados culpados, em Londres, de conspirar para atear fogo a imóveis ligados ao primeiro-ministro Keir Starmer, durante a noite de maio de 2025.
- Roman Lavrynovych, 22 anos, ucraniano, e Stanislav Carpiuc, 27 anos, romeno, foram julgados no Old Bailey; Petro Pochynok, 35 anos, foi absolvido.
- Os alvos incluíram um automóvel Toyota, a entrada de um edifício de apartamentos no norte de Londres e a antiga casa de Starmer em Kentish Town; ninguém ficou ferido, mas houve perigo para moradores.
- Lavrynovych admite ter ateado fogo, alegando desconhecer a identidade dos proprietários e de Starmer, alegando ter seguido ordens de uma figura russa chamada “El Money” que lhe pagou criptomoedas.
- As autoridades mantêm dúvida sobre uma possível ligação estatal; investigações da imprensa sugerem ligações a grupos russos, mas não há provas de apoio estatal, segundo as autoridades britânicas.
Dois homens foram condenados por conspirar para atear fogo a imóveis ligados ao primeiro-ministro Keir Starmer, em Londres, durante a noite de maio de 2025. O caso envolve uma figura de língua russa ainda por identificar, conhecida por orientar os ataques. A condenação ocorreu no tribunal de Old Bailey.
O tribunal considerou Roman Lavrynovych, de 22 anos e nacionalidade ucraniana, e Stanislav Carpiuc, de 27, romeno, culpados de conspiração para causar danos através de incêndios. Lavrynovych recebeu ainda condenações por dois crimes de incêndio. Petro Pochynok, de 35 anos, ficou absolvido. A sentença está marcada para sexta-feira.
Durante a noite de maio de 2025, ocorreram três incêndios ligados a bens de Keir Starmer. Entre as vítimas estavam um carro Toyota, a entrada de um edifício de apartamentos no norte de Londres e a antiga residência de Starmer em Kentish Town, que mais tarde foi alugada pela cunhada. Não houve feridos, mas houve perigo para moradores.
Segundo investigações, a cunhada de Starmer ouviu uma explosão e várias pessoas tiveram dificuldade respiratória devido à fumega. Um residente refugiou-se no telhado à medida que os corredores ficavam tomados pelas chamas. Starmer descreveu os ataques como um ataque à democracia.
Lavrynovych foi recrutado via Telegram por uma figura de língua russa identificada como «El Money», que lhe ofereceu 3.000 libras em criptomoeda para pagar o tratamento médico do pai. A pessoa indicou alvos, instruções para misturar substâncias inflamáveis e como evitar a deteção. O arguido admitiu o fogo, afirmando não conhecer os proprietários nem a identidade de Starmer.
Carpiuc atuou na coordenação, tratando da logística e dos pagamentos. Pochynok terá sido contratado para filmar os incêndios, para provar a conclusão da tarefa. Testemunhas destacam que o objetivo era intimidar e semear medo.
Autoridades destacaram que as investigações não encontraram provas de apoio estatal aos ataques. A chefe da unidade antiterrorismo da polícia de Londres afirmou que o crime foi um ato criminoso de intimidação. O responsável pela luta antiterrorista do serviço de acusação real reforçou a firmeza das acusações.
O caso já provocou especulação sobre ligações externas. Investigadores de veículos jornalísticos apontaram indícios de ligações com atores na Rússia e com grupos de atividade criminosa, o que não chegou a ser comprovado pelas autoridades britânicas. A embaixada russa rejeitou as acusações de agressão.
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