- O cónego Fernando Sousa e Silva, de 93 anos, de Joane, Vila Nova de Famalicão, foi alvo de denúncias de abuso sexual de menores durante confissões, que começaram em 2019.
- A Arquidiocese de Braga arquivou o processo a 8 de abril, relativamente a acusações que envolviam condutas imprudentes ou inadequadas, sem confirmar culpa.
- O padre afirma ter sido silenciado e impedido de se defender publicamente, alegando ter recebido várias indicações para não falar, escrever ou dar entrevistas.
- A carta enviada à comunicação social detalha, entre outros pontos, o funcionamento das confissões e o uso do confessionário na igreja.
- O padre questiona o tempo de anúncio do arquivamento e lembra que a investigação canónica remetida a Roma foi arquivada em junho de 2023 por não se ter provado a acusação.
O cónego Fernando Sousa e Silva, de 93 anos, da paróquia de Joane, Vila Nova de Famalicão, foi alvo de denúncias de abuso sexual de menores durante confissões. O processo foi arquivado pela Arquidiocese de Braga em 8 de abril, com admissão de possíveis comportamentos imprudentes ou inadequados.
O padre alega ter sido silenciado e impedido de defender-se publicamente. Em uma carta enviada à comunicação social, afirma ter recebido orientações para não prestar declarações, não escrever e não dar entrevistas, mantendo-se afastado de aparições públicas.
Durante as denúncias, que começaram em 2019, o sacerdote descreve o funcionamento das confissões na igreja, com o confessionário fechado e várias pessoas a esperar a vez, numa nave visível. O contexto é apresentado como habitual na altura.
Contexto institucional e desdobramentos
A Arquidiocese de Braga informou o arquivamento do processo, sem excluir eventuais condutas imprudentes. O padre refere que a investigação canónica dirigida ao Dicastério para a Doutrina da Fé, em Roma, foi arquivada em junho de 2023 por falta de prova. Este elemento é visto como essencial para o entendimento público do caso.
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