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Joias do cofre de Zapatero avaliadas em 1,3 milhões de euros

Joias avaliadas em 1,3 milhões de euros, acima do valor defendido, com a UDEF a manter a investigação aberta no caso Plus Ultra

Arquivo: o ex-chefe do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero durante uma sessão parlamentar em Madrid.
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  • A avaliação judicial das joias apreendidas no cofre do gabinete do ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero fixou o valor em 1,3 milhões de euros, com a participação da ourivesaria Ansorena e do Instituto Gemológico Espanhol.
  • Foram apreendidas 103 peças de joalharia durante a busca realizada pela Unidade de Delincuencia Económica y Fiscal (UDEF) no escritório, na rua Ferraz, em frente à sede do Partido Socialista. Entre os objetos constam colares, anéis, brincos, pulseiras, uma cruz dourada e relógios de Longines, Certina e Pierre Balmain.
  • O valor divulgado contrasta com a versão da defesa, que apontava entre 30 mil e 50 mil euros, alegando origem hereditária das peças e oferecimentos recebidos em viagens; a secretária do ex-presidente, Gertrudis Alcázar, confirmou que as joias provinham da casa da família e ficaram guardadas no cofre do escritório por segurança.
  • Além das joias, a operação também recolheu documentação, agendas e dispositivos eletrónicos; a investigação envolve alegadas irregularidades no resgate da companhia aérea Plus Ultra e crimes conexos de tráfico de influências, com diligências em outros locais, incluindo a residência do empresário Julio Martínez Martínez.
  • O juiz da Audiência Nacional, José Luis Calama, mantém várias diligências em curso, com foco na análise de documentação financeira e societária; Zapatero deverá apresentar-se perante a Audiência Nacional nos dias 17 e 18 de junho.

A avaliação das joias encontradas no cofre do gabinete do ex‑presidente José Luis Rodríguez Zapatero fixou o valor em 1,3 milhões de euros. A apreensão ocorreu no âmbito do caso Plus Ultra, realizada pela UDEF no escritório em frente à sede do PSOE, na rua Ferraz. No cofre foram registadas 103 peças de joalharia, entre colares, anéis, brincos, pulseiras, uma cruz dourada e relógios de várias marcas.

A apreciação foi efetuada pela ourivesaria Ansorena, com peritagem do Instituto Gemológico Espanhol, nomeados pelo tribunal da Audiência Nacional. A avaliação contrasta com a versão da defesa, que apontava entre 30 mil e 50 mil euros. Alega-se que as peças são de heranças e de ofertas recebidas durante viagens.

A operação da UDEF incluiu, além das joias, documentação, agendas e dispositivos eletrónicos. O objetivo é apurar irregularidades associadas ao resgate da companhia Plus Ultra durante a pandemia, assim como possíveis crimes conexos de tráfico de influências.

Investigação e diligências

Foram também realizadas buscas na residência do empresário Julio Martínez Martínez, considerado testa‑de‑ferro de Zapatero, onde foram encontrados numerário, relógios e telemóveis descartáveis. A investigação envolve análises de documentação financeira e societária de várias empresas.

José Luis Calama, juiz da Audiência Nacional, mantém várias diligências em curso. O processo, já com segredo parcialmente mantido, pode incluir a participação de Zapatero em fases futuras. A próxima presença do ex‑presidente está marcada para os dias 17 e 18 de junho.

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