- A Procuradoria Anticorrupção da Albânia pediu a detenção de vinte albaneses por tráfico de droga e branqueamento de capitais.
- Alguns suspeitos poderão estar ligados a um projeto turístico associado à família de Donald Trump.
- A investigação, que envolve tráfico internacional de cocaína, aponta para operações para ocultar a origem de rendimentos ilícitos.
- Doze suspeitos estavam em investigação, sendo quatro detidos hoje; o tribunal ordenou a apreensão de bens que ultrapassam 128,4 milhões de euros.
- O alegado investimento envolve imóveis e projetos de construção em Tirana, Palasë, Himarë e outras zonas costeiras, com a empresa Albania Land Development ligada aos terrenos de Zvernec.
A Procuradoria Anticorrupção da Albânia (SPAK) pediu a detenção de 20 albaneses suspeitos de tráfico de droga e branqueamento de capitais. Alguns poderão estar ligados a um projeto turístico associado à família Trump. A informação foi comunicada pela SPAK e pela imprensa.
Segundo o comunicado, a investigação internacional de cocaína revelou operações para ocultar a origem de rendimentos ilícitos e integrá-los na economia formal. Dos 20 procurados, quatro já foram detidos hoje pela manhã.
A SPAK informou ainda que o tribunal ordenou a apreensão cautelar de vários bens, com valores superiores a 128,4 milhões de euros. Entre os ativos estão contratos de venda envolvendo as empresas citadas.
Contexto do projeto turístico
Alguns investimentos contêm ligações a imóveis e projetos de construção em Tirana, Palasë, Himarë e outras zonas costeiras. A empresa A…L…D. é apontada como possível Albania Land Development, detentora de terrenos em Zvernec.
A investigação aponta para a aquisição de oito quilómetros de frente marítima junto à Ilha de Sazan, descrita pelo projeto turístico associado ao grupo da família Trump, citado num podcast de Ivanka Trump.
A Sh pode ser Artur Shehu, identificado em investigações como vendedor de terrenos para o projeto, segundo fontes locais. Milhares de manifestantes contestam o empreendimento há mais de duas semanas em Tirana.
Os protestos, estimados em quatro mil milhões de euros, também pedem a demissão do primeiro-ministro Edi Rama, que sustenta o projeto e acusa forças estrangeiras de incitar as ações.
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