- Sete pessoas e duas empresas foram acusadas de vinte e cinco crimes, incluindo homicídio involuntário, relacionados com o incêndio de novembro de 2025 no Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, que causou 168 mortos.
- Entre os acusados estão dirigentes e inspetores de uma empresa de consultoria envolvida na renovação do complexo e o empreiteiro principal do projeto.
- Foi o fogo mais mortífero em Hong Kong desde 1948, devastando sete das oito torres do complexo e deixando milhares de residentes realojados.
- A investigação aponta falhas de segurança por erros humanos, com a possibilidade de medidas para proibir fumar em zonas de manutenção.
- A comissão de inquérito destacou que os alarmes de incêndio de sete torres estavam desativados, atrasando a evacuação dos residentes.
Sete pessoas e duas empresas foram acusadas por 25 crimes relacionados com o incêndio de novembro de 2025 num arranha-céus residencial de Hong Kong, que provocou 168 mortos.
A polícia e a Comissão Independente contra a Corrupção anunciaram as acusações, que incluem homicídio involuntário, conspiração para fraude, branqueamento de capitais, obstrução à justiça e fraude fiscal.
As sete pessoas tiveram funções no grande projeto de renovação do Wang Fuk Court, envolvendo dirigentes e inspetores de uma empresa de consultoria, bem como o empreiteiro principal do empreendimento.
Investigação e antecedentes
A investigação durou meses, com vários detenidos. Em março, havia 38 pessoas detidas por crimes ligados ao complexo, incluindo homicídio involuntário e fraude, tendo nove sido acusadas formalmente.
A Comissão de Inquérito indicou que medidas de segurança falharam, devido a erros humanos, com o procurador-geral a apontar falhas na resposta em caso de incêndio.
Foi sugerido que a causa mais provável estaria associada ao fumo em andaimes, levando o Governo a ponderar proibir o fumo em zonas de manutenção para evitar incidentes.
As torres afetadas estavam em obras, com andaimes de bambu, redes de proteção pouco resistentes ao fogo e painéis de espuma, que podem ter contribuído para a propagação do incêndio.
Os alarmes de incêndio em sete das oito torres estavam desativados no momento do fogo, atrasando a evacuação dos residentes, apontou o procurador-geral.
Milhares de moradores perderam casas e continuam realojados em alojamentos temporários.
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