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Franceses protestam contra justiça no caso da morte de criança de 11 anos

Milhares de franceses marcharam por Lyhanna, exigindo justiça rápida e a demissão do ministro da Justiça, frente às falhas do sistema judicial

Manifestantes reclamaram justiça por Lyhanna, morta aos 11 anos no sudoeste de França
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Milhares de franceses foram às ruas no último domingo para exigir justiça no caso da morte de Lyhanna, menina de 11 anos. A manifestação ocorreu em quase 200 cidades, incluindo Toulouse e Lille, segundo o jornal Le Monde. O recado é pela responsabilização do sistema de justiça.

O principal suspeito é Jérôme Barella, de 41 anos, que acumula queixas de abuso sexual de menores desde 2017 e nunca foi detido. Lyhanna teria entrado no carro dele após sair da escola a 29 de Maio; o corpo foi encontrado seis dias depois num silo de cereais onde Barella trabalhava.

O Ministério do Interior informou que mais de 60 mil pessoas participaram nas marchas. Os manifestantes exigem medidas contra as falhas do sistema e pedem a demissão do ministro da Justiça, Gérald Darmanin, que afirmou que revelará a verdade aos franceses.

Contexto da investigação

O Presidente Emmanuel Macron descreveu as falhas do sistema como inaceitáveis e afirmou haver disfunção. A reunião de emergência com ministros decorreu na cimeira europeia em Montenegro, com promessas de ações rápidas.

A procuradora Clamence Meyer indicou que a primeira queixa contra Barella foi em Dezembro de 2017, ligada à relação com uma jovem de 17 anos. Em 2018 o caso foi arquivado por alegação de consentimento.

Em 2021 Barella foi despedido de outra escola por comportamento online inadequado com uma estudante, segundo o The Guardian. Em Janeiro de 2022 houve nova denúncia de abuso com menor, causando arquivamento em 2024 por falta de provas.

A denúncia de Agosto de 2025 envolveu uma menina de 10 anos, com abusos repetidos por cerca de nove meses. Lyhanna já não era interrogada pela polícia quando o caso ganhou notoriedade.

Uma nova queixa foi apresentada na quarta-feira anterior, mas detalhes não foram partilhados pela procuradora Meyer. As autoridades anunciaram reavaliação de cerca de 70 mil queixas pendentes envolvendo menores até 14 de Julho.

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