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Pai que matou o filho é condenado a 23 anos de prisão

Pai de 68 anos condenado a 23 anos por homicídio agravado e posse de arma proibida, após matar António Cardas em Amareleja; indemnização de 195 mil euros

Sanches Cardas foi julgado no Tribunal de Beja
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  • Sanches Cardas, de 68 anos, foi condenado a 23 anos de prisão pelo homicídio de António Cardas, de 40 anos, ocorrido a 10 de junho de 2025, na Amareleja.
  • O crime ocorreu após uma discussão entre António e o irmão, Orlando Cardas, por causa do negócio de um cavalo; o pai foi buscar uma espingarda de caça e disparou, matando António.
  • Em tribunal, Sanches Cardas confessou a autoria, defendendo que foi um acidente resultante de embriaguez.
  • O tribunal condenou-o por homicídio agravado e posse de arma proibida, impondo o cúmulo jurídico de 23 anos de prisão.
  • Orlando Cardas foi condenado a nove anos de prisão por homicídio qualificado, na qualidade de cúmplice; foi ainda determinada uma indemnização de 195 mil euros à viúva e aos três filhos de António; ambos permanecem em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja.

Sanches Cardas, 68 anos, foi condenado pelo Tribunal de Beja a 23 anos de prisão por homicídio agravado e posse de arma proibida, na sequência da morte do filho António Cardas, 40 anos, ocorrida a 10 de junho de 2025 na Amareleja. O veredito resulta de um crime praticado com uma espingarda de caça após uma discussão familiar sobre o negócio de um cavalo.

Durante o julgamento, Sanches Cardas reconheceu a autoria do crime, alegando que o disparo ocorreu por acidente, estando embriagado na altura. A defesa sustentou que não houve intenção de matar, mas o tribunal manteve a acusação de homicídio qualificado.

Orlando Cardas, irmão de António, foi igualmente condenado, a nove anos de prisão, pela prática de homicídio qualificado na qualidade de cúmplice. O tribunal ordenou ainda o pagamento de uma indemnização de 195 mil euros à viúva e aos três filhos de António.

Processo e consequências

Ambos os arguidos cumprem prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, enquanto aguardam a execução da pena. A decisão do tribunal incluiu ainda a determinação de indemnização aos familiares da vítima, refletindo os encargos decorrentes do crime.

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